Nova operação da PF na JBS inclui buscas e conduções coercitivas

Nova operação da PF na JBS inclui buscas e conduções coercitivas

Missão da Polícia Federal na sede do grupo é acompanhada por equipes da Comissão de Valores Mobiliários e mira ganhos milionários do grupo no mercado de dólares e ações

Fábio Serapião, de Brasília, Julia Affonso e Fausto Macedo

09 de junho de 2017 | 11h17

JBS. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A Operação Tendão de Aquiles, nova ofensiva da Polícia Federal, contra o grupo JBS inclui conduções coercitivas de investigados. Três equipes de policiais federais, cada uma integrada por dois técnicos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), estão na sede do conglomerado em São Paulo desde as 10 horas desta sexta-feira, 9.

Os policiais e a CVM fazem buscas e apreensões, autorizadas pela Justiça Federal.

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A investigação mira especificamente lucros milionários que o grupo teria obtido a partir de informações privilegiadas usadas por seus executivos que fizeram delação premiada na Procuradoria-Geral da República. Quando os termos das delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista estavam na iminência de serem conhecidos, o grupo teria realizado importantes negociações no mercado de dólares e de ações.

Há uma semana, acolhendo uma ação popular, a Justiça Federal em São Paulo decretou liminarmente o bloqueio de R$ 800 milhões de Joesley, que está morando com a família em Nova York.

COM A PALAVRA, A J&F

Em relação à operação realizada na sede da J&F e da JBS hoje (09.06), as empresas informam que foram entregues os materiais e documentos solicitados. A Companhia segue colaborando e está à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos necessários.

Sobre a compra e venda de moedas, ações e títulos, esta é a nota divulgada anteriomente pela companhia:

Todas as operações de compra e venda de moedas, ações e títulos realizadas pela J&F, suas subsidiárias e seus controladores seguem as leis que regulamentam tais transações. Em relação às operações de câmbio, a JBS esclarece que gerencia de forma minuciosa e diária a sua exposição cambial e de commodities. A empresa tem como política a utilização de instrumentos de proteção financeira visando, exclusivamente, minimizar os seus riscos cambiais.

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