Nova fase da Lava Jato é Operação ‘Pixuleco’

Termo era usado pelo tesoureiro do PT João Vaccari Neto para tratar do dinheiro, segundo afirmou o empreiteiro Ricardo Pessoa, em sua delação premiada

Redação

03 Agosto 2015 | 08h29

Por Fausto Macedo, Valmar Hupsel Filho, Julia Affonso e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

A 17ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira, 3, que tem como alvo principal o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, foi batizada de Operação Pixuleco. O nome é uma referência ao termo usado pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto para falar sobre o dinheiro cobrado de empreiteiras do cartel que atuava na Petrobrás.

São cumpridos desde as 6h três mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva. As ordens são do do juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Jato, em Curitiba, para onde serão levados os presos.

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José Dirceu. Foto: André Dusek/Estadão

 

A força-tarefa da Lava Jato aponta que a JD Assessoria e Consultoria cumpria a mesma função das empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef, alvo central da investigação sobre desvios, fraudes e corrupção na Petrobrás.

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Elas emitiam notas fiscais para as maiores empreiteiras do País por assessorias e outros serviços fictícios. A JD também soltou notas fiscais por serviços que não teriam sido realizados, segundo suspeitam os investigadores.

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