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Nome da Arquivo X é referência a empresas de Eike Batista

Empresário confirmou que recebeu pedido do ex-ministro Guido Mantega para pagar R$ 5 milhões de dívida de campanha do PT; foram repassados US$ 2,3 milhões para o marqueteiro João Santana, segundo Lava Jato

Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brandt

22 de setembro de 2016 | 08h44

osxestaleiro

O nome da 34ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Arquivo X, é uma referência ao nome das empresas do grupo empresarial de Eike Batista. Ele confessou em depoimento que o Grupo OSX  recebeu pedido do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega,  em novembro de 2012, para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões, no interesse do PT.

Naquele ano, o presidente do Conselho de Administração da Petrobrás era o ministro do governo Dilma Rousseff Guido Mantega, preso temporariamente na manhã desta quinta-feira, 22.

“O nome Arquivo X dado à investigação policial é uma referência a um dos grupos empresariais investigados e que tem como marca a colocação e repetição do X nos nomes das pessoas jurídicas integrantes de seu conglomerado empresarial”, informou a Polícia Federal, em nota.

Batista não foi alvo de prisão nem de condução coercitiva.

De acordo com o Ministério Público Federal, para operacionalizar o repasse da quantia, o executivo da OSX foi procurado e firmou contrato ideologicamente falso com empresa ligada a publicitários já denunciados na Operação Lava Jato ‘por disponibilizarem seus serviços para a lavagem de dinheiro oriundo de crimes’. Após uma primeira tentativa frustrada de repasse em dezembro de 2012, em 19 de abril de 2013 foi realizada transferência de US$ 2.350.000,00, no exterior, entre contas de Eike Batista e dos publicitários.

A Operação Arquivo X mira Mantega e executivos das empresas Mendes Júnior e OSX Construção Naval S.A., assim como representantes de empresas por elas utilizadas para o repasse de vantagens indevidas.

Em 26 de julho de 2012 o Consórcio Integra Ofsshore, formado pelas empresas Mendes Júnior e OSX, firmou com a Petrobras contrato no valor de US$ 922 milhões, para a construção das plataformas P-67 e P-70 (unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo voltadas à exploração dos campos de pré-sal).

Dos R$ 5 milhões cobrados, teriam sido pagos US$ 2,3 milhões para o publicitário João Santana, marqueteiro do PT.

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