No Rio, Tribunal Eleitoral mantém deputado estadual na prisão por propina de R$ 150 mil

No Rio, Tribunal Eleitoral mantém deputado estadual na prisão por propina de R$ 150 mil

Anderson Alexandre (SDD), preso na manhã de 30 de novembro, foi prefeito de Silva Jardim (RJ) e é acusado de falsificação de documentos e associação criminosa

Redação

07 Fevereiro 2019 | 12h43

Reprodução/Facebook

Por cinco votos a um, o Tribunal Regional Eleitoral no Rio manteve, em julgamento nesta quarta, 6, o decreto de prisão do deputado estadual Anderson Alexandre (SDD), acusado de recebimento de propina de R$ 150 mil. A decisão seguiu entendimento da Procuradoria Regional Eleitoral.

Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre, ex-prefeito de Silva Jardim (RJ), foi preso preventivamente sob acusação de associação criminosa e falsificação de documentos sobre convenções partidárias que apresentou à Justiça Eleitoral.

A Procuradoria Eleitoral sustenta que o deputado estadual ‘liderava um esquema de alteração das das atas das convenções  entre MDB, Solidariedade, PRP e PP para conseguir o deferimento dos demonstrativos de regularidade de atos partidários (DRAP) das coligações Somos Fortes, Somos Silva Jardim e Juntos Somos Fortes, formadas para as eleições municipais de 2016’.

A ordem de prisão está fundamentada na ‘grave violação da ordem pública e na conveniência da instrução criminal’. O Ministério Público sustenta que Anderson Alexandre detém ‘intensa influência e poder’ na região de Silva Jardim.

Em sua manifestação, o procurador regional eleitoral Sidney Madruga argumenta que ‘a conduta do acusado tinha como finalidade aumentar seu poder político’.

COM A PALAVRA, A DEFESA

A reportagem está tentando contato com a defesa do deputado estadual Anderson Alexandre. O espaço está aberto para manifestação.