Natal: cuidados que o comerciante deve ter para aproveitar as oportunidades e alavancar as vendas

Natal: cuidados que o comerciante deve ter para aproveitar as oportunidades e alavancar as vendas

Ana Carla Nascimento Mendonça, Lícea Calaes de Oliveira e Glaucia Miranda*

22 de dezembro de 2020 | 05h00

Ana Carla Nascimento Mendonça, Lícea Calaes de Oliveira e Glaucia Miranda. FOTO: DIVULGAÇÃO

Mesmo neste momento de pandemia, a época mais quente do ano é agora, pois é o melhor momento para as vendas no comércio. O Natal é responsável pela maior movimentação de varejo, perdendo apenas para a Black Friday.

Porém, mesmo neste momento atípico, não devemos nos descuidar, ao sermos seduzidos pelas oportunidades de compras pela internet. Por isso, é importante, tanto para os consumidores, como para os fornecedores, atentarem para alguns detalhes, para que não sejam lesados.

Tanto nas vendas em lojas físicas, quanto em lojas online, as ofertas e informações sobre os produtos precisam estar claras e objetivas, conforme dispõe o artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor.

Para o comerciante do e-commerce, selecionamos algumas dicas, no intuito de se proteger de problemas futuros. São elas:

Domínio explicativo: O endereço da página influencia o volume de acessos. É recomendado que, além do nome da sua marca, sejam usadas palavras-chave referentes ao segmento. Além disso, seu domínio precisa ser curto e fácil de ser escrito. Essas são considerações importantes porque facilitam a memorização do seu site por parte dos consumidores em potencial.

Informações completas e claras: Certifique-se de que todas as informações do seu e-commerce estão claras e devidamente expressas. Essa análise vai muito além dos botões e indicações de menus, se estendendo também para as páginas institucionais. Ofereça dados de contato objetivos e completos, seja o mais detalhista possível nas páginas de Perguntas Frequentes e Políticas de Trocas e Devoluções. Disponibilize para seu consumidor final todo o conhecimento de que ele pode precisar. Isso transmite credibilidade e aumenta as chances de conclusão das vendas.

Atendimento ao cliente satisfatório: Oferecer um bom atendimento ao cliente não é diferencial, mas requisito mínimo para todo empreendimento. É preciso não apenas preparar bem o seu e-commerce para possíveis consultas, mas também, estar disponível na pós-venda para qualquer suporte que se faça necessário. Além de ajudar consumidores indecisos e promover a conversão, um bom suporte em diferentes canais potencializa a fidelização dos clientes já consolidados e aumenta a credibilidade da sua loja virtual.

Responsabilidade: Para evitar problemas judiciais no segmento do e-commerce, os pequenos e grandes negócios devem conhecer as normas descritas na ABNT NBR ISO 10008, que prevê conjunto de orientações necessárias para o atendimento com qualidade ao consumidor da loja virtual. A responsabilidade civil no e-commerce pode ser evitada se, ao criar o site, o empreendedor deixar claro o seguinte: razão social, CNPJ da empresa, endereço físico e eletrônico do estabelecimento, políticas de troca para o consumidor e informações sobre as características do produto. Além disso, preços, formas de pagamento e despesas com o frete devem estar apresentados na plataforma digital de forma objetiva. Se houver alguma promoção, é preciso que seja informado o prazo de sua duração.

Penalidades: Caso não sejam atendidos os critérios estabelecidos pela norma ABNT NBR ISO 10008, o responsável pelo e-commerce poderá sofrer penalidades em razão da má prestação de serviços, tais como: Advertência, seguida da adoção de medidas corretivas; Multas de até 10% no faturamento das vendas; Suspensão de serviços e proibição das atividades no e-commerce.

Confiança online: A preocupação em conquistar a confiança do consumidor é uma constante no e-commerce, mas para tanto são necessários os seguintes procedimentos: Oportunizar o cancelamento da compra antes de sua efetivação; deixar claros os serviços de garantia do produto; possibilitar a confirmação do recebimento do produto ao consumidor; priorizar o envio de informações claras e consistentes ao consumidor sobre a sua compra.

Segurança: O empresário deve desenvolver práticas capazes de diminuir as reclamações e, que contribuam, com maior segurança aos clientes. A norma deixa clara a importância de se desenvolver o comércio eletrônico com base na política de segurança e regimentos internos da empresa. Isso funciona como uma proteção ao consumidor e ao varejista.

Capacitação: Para o sucesso do empreendimento digital, outro passo a ser seguido é o da capacitação. O empresário deve ficar de olho nas oportunidades para aprimorar os negócios. Fazer cursos sobre como prestar melhores serviços nesse segmento, utilizando-se de novas estratégias de comunicação, além de contar com apoio técnico e gestão especializada, para alavancar as vendas no comércio eletrônico e evitam problemas na prestação de serviços e com a própria legislação.

*Ana Carla Nascimento Mendonça, Lícea Calaes de Oliveira e Glaucia Miranda, advogadas da área de direito do consumidor do escritório Weiss Advocacia

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