NasRuas diz que caminhoneiros ‘não ouviram o clamor dos brasileiros’

NasRuas diz que caminhoneiros ‘não ouviram o clamor dos brasileiros’

Em nota pública, movimento reclama de pautas 'egoístas' dos grevistas que bloqueiam rodovias desde 21 de maio

Julia Affonso e Fausto Macedo

28 Maio 2018 | 11h38

Oitavo dia de greve dos caminhoneiros. FOTO: FELIPE RAU/ESTADÃO

O movimento NasRuas criticou em nota pública a paralisação dos caminhoneiros. Em manifestação, NasRuas afirma que os caminhoneiros não pediram ‘nenhuma medida que atenda aos anseios da população em geral’.

“O NasRuas gostaria de frisar que os caminhoneiros não pediram a redução da gasolina e do álcool, não foi pedida nenhuma medida que atenda aos anseios da população em geral. Em alguns pontos de parada se via o pedido de voto 100% impresso, melhorias nas condições das estradas e da segurança pública”, relata o movimento.

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Caminhoneiros autônomos fazem uma paralisação em todo o País desde 21 de maio contra os aumentos seguidos nos preços do diesel. A categoria pede que reivindicações apresentadas ao governo federal sejam atendidas.

Na noite deste domingo, 27, o presidente Michel Temer fez um pronunciamento público e anunciou medidas em resposta às reivindicações dos caminhoneiros. Para tentar pôr fim à paralisação, o emedebista cedeu e reduziu em R$ 0,46 o valor do diesel, com corte em tributos como a Cide e o PIS/Cofins.

Segundo NasRuas, ‘o povo se uniu à esta pauta dos caminhoneiros com paixão, mas os caminhoneiros não ouviram o clamor dos brasileiros’.

“NasRuas os apoiou, esteve presente em várias paradas, ajudando com alimentos, água, kit de higiene, filmando os caminhoneiros e lhes dando publicidade”, afirmou o movimento.

“Agora nos resta esperar, para ver como ficarão os poucos caminhoneiros que têm noção do fato de que as pautas da categoria não só são egoístas, como prejudicam o povo que acaba de sofrer um aumento na gasolina, para subsidiar a baixa do diesel. A mudança no Brasil não virá a galope, não podemos terceirizar o problema, mais uma vez, para as Forças Armadas, nem para um salvador da pátria, porque não há tal pessoa.”

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