‘Não tenho ideia’, diz presidente da EBC sobre passeios de Cláudia no exterior

‘Não tenho ideia’, diz presidente da EBC sobre passeios de Cláudia no exterior

Laerte Rimoli, da Empresa Brasileira de Comunicação, depôs como testemunha na ação penal contra a mulher do ex-deputado Eduardo Cunha

Julia Affonso, Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

28 de setembro de 2016 | 18h59

Laerte Rimoli. Foto: André Dusek/Estadão

Laerte Rimoli. Foto: André Dusek/Estadão

O presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Laerte Rimoli, afirmou à Operação Lava Jato que ‘não tem ideia’ se a jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), viajava ao exterior no fim da década de 1990.

Laerte Rimoli depôs como testemunha de defesa de Cláudia na ação penal em que ela é ré por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Cláudia é acusada de ter evadido dinheiro e lavado US$ 1 milhão provenientes de crimes praticados pelo ex-presidente da Câmara no esquema de corrupção na Petrobrás.

A Lava Jato identificou gastos milionários de Cláudia com cartão de crédito em restaurantes finos e lojas de grife na Itália, na França e em Portugal, onde adquiriu sapatos e bolsas de alto valor.

Laerte Rimoli é jornalista. Ele foi coordenador de comunicação da campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na eleição presidencial de 2014.

Ele relatou ao juiz federal Sérgio Moro que trabalhou com Cláudia ‘entre 1997 e 1998’.

A defesa da mulher de Eduardo Cunha questionou o presidente da EBC se, naquela época, a jornalista ‘viajava bastante ao exterior’.

“Não tenho ideia. Ela trabalhava durante a semana toda. Não sei se daria, se ela teria espaço para viajar ao exterior. Ela ficava de segunda a sexta e ainda tinha plantões”, declarou o presidente da EBC.

A advogada que representou Cláudia Cruz na audiência insistiu. “Nas férias?”

“Não tenho ideia”, declarou Rimoli. “Não tinha muito detalhe de como ela geria a vida dela.”

Segundo o presidente da EBC, ele encontrou Cláudia Cruz ‘fortuitamente’ em Brasília, em 2015.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: