‘Não se muda um País com violência’, diz PM

‘Não se muda um País com violência’, diz PM

Em nota, Corporação afirma que é 'apartidária, isenta e imparcial, suas ações são técnicas e dependem exclusivamente de motivação legal'

Mateus Coutinho e Julia Affonso

05 de setembro de 2016 | 20h01

Clashes break out between riot police and supporters of Brazil's sacked ex-president Dilma Rousseff who demonstrate four days after she was impeached by the Senate, along Paulista Avenue in Sao Paulo, Brazil, on September 4, 2016. The 68-year-old leftist leader must leave the Alvorada official residence in Brasilia within a month after senators voted on August 31 to fire her over charges she illegally manipulated the national budget. Rousseff said she will continue the fight against her successor Michel Temer from her adopted hometown, Porto Alegre. / AFP PHOTO / Miguel SCHINCARIOL

Manifestante ao final do protesto contra Temer em São Paulo. Foto: AFP

A Polícia Militar do Estado de São Paulo afirmou, em nota divulgada nesta segunda-feira, 5, que ‘uma manifestação que transcorria de maneira ordeira e pacífica, que se iniciou na Avenida Paulista, terminou com lamentáveis e injustificáveis cenas de violência’.

“Em razão do excesso de pessoas, funcionários do Metrô fecharam a estação Faria Lima, mas alguns indivíduos tentaram forçar a entrada”, alega a Corporação, na nota subscrita pela Assessoria de Imprensa do Centro de Comunicação Social da PM.

A PM informou que ‘foi acionada para garantir a segurança, mas essas pessoas começaram a arremessar pedras e paus nos policiais, havendo a necessidade de adoção de procedimentos de dispersão’.

“Lamentavelmente, algumas pessoas que sequer presenciaram o que ocorreu estão antecipando seus julgamentos para responsabilizar a Polícia Militar pelo início da confusão”, diz o texto.

A PM considera que ‘alguns’ tentam colocar a Instituição ‘no polo oposto’ às pretensões dos manifestantes.

“A pergunta que se faz obrigatória nesse momento é: qual seria a lógica de se reprimir um ato pacífico, como sugerem alguns? Infelizmente, alguns tentam colocar a Polícia Militar no polo oposto às suas pretensões, como forma de atrair a atenção pública e legitimar suas causas.”

A Polícia Militar afirma que ‘é apartidária, isenta e imparcial’.

“Suas ações são técnicas e dependem exclusivamente de motivação legal.” A Corporação aponta para o que chama de ‘tática de protestos’.

“Não é a primeira vez que uma suposta tática de protestos tenta chamar a atenção para a sua causa alegando a violência do Estado. Para tentarem alcançar seu objetivo, atacam a Polícia Militar e praticam atos de vandalismo, esperando a obrigatória reação para manipular a divulgação dos fatos de maneira midiática e mostrar apenas a consequência de seus atos e não as causas.”

Segundo a PM, ‘neste domingo (4), antes mesmo de se iniciar a manifestação, 27 pessoas foram detidas portando instrumentos de uso em atos de vandalismo em protestos’.

“Com essa ação, a Polícia Militar viabilizou a realização de um ato pacífico até o final, o que foi comprometido, infelizmente, em razão da falta de civismo de poucos.”

“A Polícia Militar repudia a tentativa de utilização indevida de sua imagem, pois atua sempre no imparcial objetivo de garantir a ordem, proteger as pessoas e fazer cumprir as leis. Não cabe à polícia avaliar se uma causa é justa ou correta, mas parece lógico que um país melhor não se faz com o emprego de violência e manipulações”, conclui a nota da Assessoria de Imprensa do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar..

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