“Não roubarão nosso país de nós’, diz Deltan

“Não roubarão nosso país de nós’, diz Deltan

Procurador da República que integra força-tarefa da Lava Jato sugere em sua conta no Facebook que 'a melhor coisa que a sociedade poderá fazer, além de protestar, será mostrar sua indignação nas urnas, colocando no Congresso em 2018 pessoas comprometidas com as transformações'

Julia Affonso, Ricardo Brandt, Fábio Fabrini e Fábio Serapião

18 de maio de 2017 | 10h56

O procurador da República Deltan Dallagnol / Foto: Ascom/PRPR

O procurador da República Deltan Dallagnol afirmou em sua conta no Facebook, às 23h25 desta quarta-feira, 17, que a reforma prioritária para o País é a da ‘Anticorrupção’. Dalagnol coordena a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.

“Ninguém mais aguenta toda essa podridão. Se este Congresso não fizer as reformas necessárias contra a corrupção, será uma confissão de incompetência e merecerá a vergonha dos crimes que o cobrem – com as honrosas exceções daqueles que estão lutando por essas mudanças”, afirmou.

O procurador escreveu ainda. “E a melhor coisa que a sociedade poderá fazer, além de protestar, será mostrar sua indignação nas urnas, colocando no Congresso em 2018 pessoas comprometidas com as transformações que queremos ver. Não roubarão nosso país de nós. Lutaremos por ele até o fim.”

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato, no Paraná, fez o post após o jornal O Globo divulgar informações, confirmadas pelo Estadão, sobre a delação do executivo Joesley Batista, do Grupo JBS.

Dono do maior grupo de produção de proteína animal do mundo, Joesley gravou o presidente Michel Temer supostamente dando aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele disse à Procuradoria-Geral da República que fazia pagamentos para evitar que o ex-deputado falasse o que sabe a investigadores.

O empresário também teria gravado Aécio pedindo R$ 2 milhões. O valor em espécie teria sido entregue a um primo do senador, que, segundo investigação da Polícia Federal, teria levado a quantia para uma empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

Patmos. Nesta quinta-feira, 18, a PF deflagrou a Operação Patmos, autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, para cumprir mandados judiciais nos endereços residenciais e nos gabinetes de Aécio e de Zezé – além de endereços de vários investigados que têm ligação com os senadores, entre eles a irmã do tucano, Andréa Neves, e o filho do peemedebista, Gustavo Perrella na Operação Patmos.

Além do gabinete no Senado, os policiais vasculham os apartamentos de Aécio em Belo Horizonte e no Rio, além da fazenda dele, em Cláudio (MG). Também há medidas judiciais sendo cumpridas contra Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador, apontado por Joesley como intermediàrio para o pagamento de R$ 2 milhões ao senador tucano.

A PF vasculha também a casa do doleiro Gaby Amine Toufic, em Belo Horizonte, e de funcionários de Zezé Perrela, como o assessor Mendherson Souza.

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