‘Não há um teto mais furado do que esse’, diz Gilmar sobre holerites da toga

‘Não há um teto mais furado do que esse’, diz Gilmar sobre holerites da toga

Durante reunião da cúpula do Supremo para discutir a proposta de Lei Orçamentária Anual, ministro anotou que em São Paulo, a média salarial dos desembargadores é de R$ 70 mil, enquanto o limite da Corte máxima é de R$ 33,7 mil

Julia Affonso e Luiz Vassallo

10 Agosto 2017 | 16h27

Gilmar Mendes. Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, disse que o Judiciário ‘tem que parar para refletir’ sobre a questão do teto de vencimentos. “Hoje, há juízes que ganham mais do que desembargadores e desembargadores que ganham mais do que ministro do STF. Não há um teto mais furado do que esse”, afirmou o ministro que disse ‘não’ ao reajuste do contracheque da Corte máxima.

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Durante reunião da cúpula do Supremo, nesta quarta-feira, 9, para discutir a Lei Orçamentária Anual, oito ministros concordaram em enviar a proposta para 2018 sem previsão de reajuste de seus próprios salários. Três ministros votaram na outra direção – Ricado Lewandowski, Luiz Fux e Marco Aurélio Mello.

Cármen Lúcia, presidente do STF, ponderou que o momento econômico do país ‘exige prudência e responsabilidade’. Ela disse que ‘a exigência é de sacrifício de todos os brasileiros’.

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Ao apoiar a proposta de Cármen contra o reajuste, Gilmar Mendes alertou para o fato de que um aumento no subsídio dos ministros do Supremo impacta diretamente no orçamento de todo o Judiciário, provocando um efeito cascata, uma vez que o índice seria aplicado automaticamente para os salários de toda a magistratura.

Ele apresentou dados, segundo os quais, em São Paulo, a média salarial dos desembargadores é de R$ 70 mil – acima do teto constitucional que tem por referência o salário dos ministros do STF, que é de R$ 33,7 mil.

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