‘Não falo de processos’, diz Cunha sobre intimação da Lava Jato

‘Não falo de processos’, diz Cunha sobre intimação da Lava Jato

Deputado cassado é réu em ação penal por manter contas secretas na Suíça supostamente abastecidas com propinas do esquema de corrupção na Petrobrás; nesta segunda-feira, 17, juiz Sérgio Moro intimou o peemedebista a se manifestar

Erich Decat, de Brasília

17 de outubro de 2016 | 16h39

Eduardo Cunha. Foto: Fernando Bizerra Jr./EFE

Eduardo Cunha. Foto: Fernando Bizerra Jr./EFE

O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a princípio, se manterá em silêncio a respeito da decisão da Justiça Federal em Curitiba, que emitiu pedido nesta segunda-feira, 17, intimação ao peemedebista encaminhado à Justiça Federal no Rio de Janeiro, onde ele mora.

“Óbvio que não falarei. Isso é com advogado. Não falo de processos”, afirmou Cunha ao Estado.

O encaminhamento da intimação ocorre quatro dias depois de o juiz da Lava Jato em Curitiba, Sérgio Moro, aceitar a ação penal contra o ex-presidente da Câmara.

Com isso, caberá a um oficial de Justiça do Rio localizar e entregar a intimação ao deputado cassado que, a partir daí, terá dez dias para entregar sua defesa ao juiz da Lava Jato.

Nesta ação, Cunha é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fiscal pela manutenção de contas secretas na Suíça que teriam recebido propina do esquema na Petrobras. Como a ação já havia sido aberta pelo Supremo em junho, Moro deu 10 dias para o peemedebista apresentar sua defesa.

Eduardo Cunha também minimizou recentes reações realizadas por cidadãos em locais públicos contra ele. Na última quarta-feira, 12, filmado por populares enquanto levava suas bagagens em um carrinho de mão, o ex-parlamentar foi confrontado por uma senhora aos gritos de “ladrão” e “pega pega”.

“Reações? Uma mulher? Tiro muito mais selfies e recebo muito mais cumprimentos do que recebo manifestação contrária”, ressaltou Cunha.

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