Não consegue crédito do governo federal? Veja uma alternativa ágil e eficiente

Não consegue crédito do governo federal? Veja uma alternativa ágil e eficiente

Caroline Schulz*

16 de setembro de 2020 | 03h00

Caroline Schulz. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

A pandemia de covid-19 não preocupa as empresas apenas pelo avanço da doença, com o alto número de casos e de óbitos em todo o mundo, mas principalmente pelo que pode acontecer depois que a situação se normalizar. Com a quarentena e o isolamento social sendo adotados de forma abrupta, a grande maioria das empresas não conseguiu adaptar suas rotinas a esta nova realidade e passaram a sofrer com as incertezas econômicas e a redução nas receitas. A saída da crise passa pelo acesso ao crédito, garantindo que os empresários possam pagar todos os custos. A boa notícia é que há alternativas eficientes e ágeis para isso, como o empréstimo com garantia imobiliária.

O Governo Federal até buscou uma solução para este cenário com o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). A questão é que esse benefício resolve apenas parte do problema. A procura é muito maior do que a oferta: o primeiro lote do programa se esgotou rapidamente e aqueles que tentam financiamento pela via tradicional, com uma instituição financeira, não tem o mesmo sucesso – apenas 18% conseguiram crédito, ainda que 46% das micro e pequenas empresas brasileiras tenham buscado esta alternativa, segundo dados do Sebrae.

A combinação de receita baixa, operação suspensa ou parcial nos últimos meses e dívidas impedem que essas empresas consigam acesso a crédito da forma tradicional, isto é, por meio de financiamentos em instituições bancárias. Apesar de ser em momentos assim que o pequeno negócio mais necessita de apoio de investidores, ocorre justamente o contrário: o fechamento de oportunidades por medo de uma suposta dificuldade da companhia em honrar o compromisso firmado. Ao invés de facilitar a busca por dinheiro para estimular a economia, essa situação apenas agrava o quadro.

É preciso, portanto, buscar alternativas nesse sentido para garantir a sobrevivência das micro e pequenas empresas. Uma opção interessante e bem eficiente no atual momento da pandemia é a modalidade home equity, isto é, o empréstimo com garantia imobiliária. Nele, o empresário oferece um imóvel de sua propriedade (pode ser a própria casa) como garantia na tomada de empréstimo, mas segue utilizando a propriedade normalmente enquanto quita a dívida. Bastante comum no exterior, é uma alternativa que está ganhando força no mercado brasileiro.

A vantagem é que, diferentemente dos modelos tradicionais, o home equity possui uma taxa bem mais barata para o pequeno negócio e com condições de pagamento realmente vantajosas, oferecendo flexibilidade de acordo com as necessidades do negócio, além de ter até 20 anos para pagar. Além disso, o empréstimo com garantia imobiliária cresce impulsionado pela atuação de fintechs especializadas neste segmento. Diferentemente das instituições financeiras clássicas, essas empresas focam a operação nas demandas e na experiência de seus clientes, oferecendo soluções que realmente façam sentido a eles. Isso explica, por exemplo, a flexibilidade e rapidez na oferta de crédito – duas características essenciais para o momento atual destas empresas.

O coronavírus desafia a sociedade e a obriga a fazer mudanças de hábitos importantes. Apesar disso, precisamos ter em mente que as dificuldades irão passar e, cedo ou tarde, retomaremos nossas vidas. Na esfera econômica, portanto, a ordem é garantir a sobrevivência adequada aos tempos de turbulência, identificando parceiros ideais e a melhor forma de conseguir investimento. Assim, quando a tempestade passar, todos estarão prontos para o período de bonança novamente.

*Caroline Schulz é cofundadora da Pontte

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