‘Não basta delação’, diz advogado de Alckmin

‘Não basta delação’, diz advogado de Alckmin

Após ex-governador prestar depoimento por cerca de uma hora na Promotoria em São Paulo, seu defensor, José Eduardo Alckmin, diz que colaboração premiada 'é um recurso válido', mas 'condenar sem prova não é possível'

Fábio Leite

15 Agosto 2018 | 16h50

Geraldo Alckmin. FOTO GABRIELA BILO / ESTADAO

O advogado José Eduardo Alckmin, defensor do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta quarta-feira, 15, que a delação premiada ‘é um recurso válido, mas condenar sem prova não é possível’.

O advogado acompanhou o depoimento de Alckmin na Promotoria de Justiça em São Paulo. O tucano depôs por cerca de uma hora no inquérito que investiga suposto repasse de R$ 10,3 milhões para suas campanhas de 2010 e 2014. As informações sobre caixa 2 foram feitas por executivos ligados à Odebrecht.

“Eu entendo que a delação, que está na lei, é um recurso válido, mas como já tem jurisprudência sobre isso, não basta a delação. Ela é um caminho para se chegar à prova. Condenar sem prova não é possível”, disse o advogado à saída do prédio do Ministério Público, no centro de São Paulo.

José Eduardo Alckmin assinalou que nesta terça, 14, o Supremo rejeitou uma denúncia criminal porque ela estava baseada exclusivamente em delação premiada.

Segundo o advogado, o relato de Alckmin ‘foi tranquilo’.

O ex-governador foi ouvido pelo promotor Ricardo Manuel Castro, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público – braço do Ministério Público -, que conduz inquérito civil sobre suposto ato de improbidade administrativa.

Além de Alckmin, são alvos da investigação Adhemar César Ribeiro, cunhado do tucano, e o ex-secretário e ex-tesoureiro da campanha alckmista de 2014 Marcos Monteiro.

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