‘Não autorizo interrogatório sem minha presença’, diz advogado de preso em operação contra hackers de Moro

Ariovaldo Moreira, que defende Gustavo Henrique Elias Santos, pede à Polícia Federal dados sobre prisão na Operação Spoofing

Luiz Vassallo

23 de julho de 2019 | 21h55

 

O advogado Ariovaldo Moreira, que defende Gustavo Henrique Elias Santos, preso na Operação Spoofing, afirmou, em e-mail à Polícia Federal, não autorizar que seu cliente seja interrogado sem sua presença. A ação da PF prendeu quatro temporariamente nesta terça, 23, e mira supostos ataques hacker contra os celulares do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do procurador da República e coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol.

Um dos endereços de buscas é a residência da mãe de um dos suspeitos, Gustavo Henrique Elias Santos, preso na capital paulista. Ele trabalha com shows e eventos, segundo investigadores.

Seu advogado, Ariovaldo Moreira, diz não conhecer os autos da investigação e afirma que pediu informações à 10ª Vara Federal de Brasília.

“Liguei para a Polícia Federal em Brasília para buscar garantias de que ele está lá. Eles me encaminharam um e-mail para que eu fizesse o pedido. Eles me disseram que ele poderia ter me ligado, mas soube que o telefone do Gustavo foi apreendido”, afirmou o advogado.

No e-mail, enviado à PF em Brasília, ele afirma: “Informo ainda que, na qualidade de Advogado do Sr. Gustavo, não autorizo a oitava do mesmo sem minha presença, ou que seja interrogado na presença de qualquer defensor público a ele nomeado. Preciso informações sobre o local que ele se encontra detido, bem como o horário que sera interrogado”.

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