‘Nada pode autorizar o desequilíbrio entre os cidadãos da República’

‘Nada pode autorizar o desequilíbrio entre os cidadãos da República’

Leia a decisão do ministro Celso de Mello, que furou a blindagem de Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e transferiu investigação contra o ex-deputado para a primeira instância da Justiça Federal em Brasília

Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

28 de setembro de 2016 | 16h23

Eduardo Cunha. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Eduardo Cunha. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Ao furar a blindagem que protegia o peemedebista Eduardo Cunha, ordenando o deslocamento dos autos de uma das investigações em curso contra o ex-deputado para a primeira instância da Justiça Federal, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, alertou que ‘nada pode autorizar o desequilíbrio entre os cidadãos da República’.

Celso de Mello, decano da Corte, acolheu manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Eduardo Cunha, que presidiu a Câmara e inaugurou o processo de impeachment de Dilma Rousseff, perdeu o foro privilegiado quando foi cassado por seus pares – decisão que fez cessar a competência originária do Supremo.

A investigação contra Eduardo Cunha o envolve em corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O peemedebista teria solicitado e recebido vantagens indevidas relacionadas a propostas de alteração de texto de Medidas Provisórias.

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