‘Não há nada mais injusto contra o fraco do que a corrupção’, afirma juiz federal

‘Não há nada mais injusto contra o fraco do que a corrupção’, afirma juiz federal

Roberto Veloso, que toma posse nesta quarta, 15, na presidência da Associação Nacional dos Juízes Federais (Ajufe), avisa que seus pares não vão permitir 'qualquer ingerência' no trabalho dos magistrados na Operação Lava Jato

Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

15 de junho de 2016 | 15h09

Roberto Carvalho. Foto: Augusto Dauster/Ajufe

Roberto Carvalho. Foto: Augusto Dauster/Ajufe

O novo presidente da Associação Nacional dos Juízes Federais, Roberto Veloso, declarou nesta quarta-feira, 15, que a classe não permitirá ‘qualquer ingerência’ no trabalho dos magistrados na Operação Lava Jato. “Não há nada mais injusto contra o fraco oprimido do que a corrupção. Ela é nociva, carcomida, indigesta, cheira mal.”, declarou Veloso, que toma posse na noite desta quarta.

A Associação Nacional dos Juízes Federais congrega cerca de dois mil magistrados. Entre eles Sérgio Moro, símbolo da Lava Jato.

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“A corrupção tira as crianças das escolas, nega-lhes a merenda escolar, enche os corredores dos hospitais, avilta os vencimentos dos servidores, a iniciativa privada se deteriora e o serviço público como um todo é pessimamente prestado”, afirma.

Segundo o novo presidente da Ajufe, ‘a atividade criminosa vai se entranhando pelas estruturas e atinge o âmago das instituições, destruindo tudo, igual a cupim em madeira apodrecida’.

“A sociedade brasileira não merece mais conviver com os recursos arrecadados dos seus tributos sendo desviados para fins escusos.”.

Roberto Veloso disse ainda que durante sua gestão na mais importante entidade de classe dos magistrados federais vai se empenhar para que entrem em operação mais quatro Tribunais Regionais Federais: Amazonas, Minas, Bahia e Paraná.

Veloso destacou que há três anos foi aprovada a Emenda Constitucional 73, para criação das novas Cortes federais. Decorridos mais de 1.000 dias, porém, os tribunais não foram instalados – uma liminar do então ministro Joaquim Barbosa, no Supremo Tribunal Federal, impede a expansão forense..

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