Na Argentina, Toffoli propõe parceria entre as supremas cortes da América Latina

Na Argentina, Toffoli propõe parceria entre as supremas cortes da América Latina

Presidente do Supremo propôs parceria entre as supremas cortes latino-americanas com o objetivo de trocar experiências e realizar atuações multilaterais

Teo Cury e Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

23 Novembro 2018 | 17h41

O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Dida Sampaio/Estadão

Em visita à Suprema Corte de Justiça argentina, em Buenos Aires, na manhã desta sexta-feira (23), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, propôs uma parceria entre as supremas cortes de Justiça da América Latina com o objetivo de trocar experiências e realizar atuações multilaterais.

“Para o Judiciário brasileiro, manter contato com a Suprema Corte da Argentina é extremamente importante e relevante. Propusemos um contato maior para celebrar um acordo para cooperação em temas jurídicos. Temos o que aprender e temos o que compartilhar de boas práticas”, disse Toffoli, após o encontro, em vídeo divulgado por sua assessoria.

O ministro aproveitou o encontro para explicar o funcionamento, as divisões e alguns dos mecanismos da Justiça brasileira, como súmula vinculante, plenário virtual e as turmas da Corte. Participaram da visita institucional o corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, e conselheiros do Conselho Nacional de Justiça.

O juiz federal Fernando Mendes, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), também acompanhou Toffoli no encontro com os ministros da Suprema Corte argentina. Para Mendes, a aproximação entre as instituições dos dois países é fundamental porque a criminalidade ultrapassou os limites nacionais e os negócios são feitos de maneira globalizada.

“Se o sistema de Justiça não se comunicar e não se conhecer isso dificulta muito sua efetividade. Essa aproximação e troca de experiência e conhecimento da realidade é uma maneira de aperfeiçoar um modelo de Justiça que tende ser cada vez mais global”, concluiu.