Mudança de cenário não precisa significar falência

Mudança de cenário não precisa significar falência

Pedro Superti*

09 de abril de 2020 | 13h15

Pedro Superti. FOTO: DIVULGAÇÃO

Mesmo em uma condição tão adversa, como a crise causada pelo novo coronavírus, é possível manter a esperança de empresários e empreendedores brasileiros. Restaurantes, papelarias, empresas de vestuário, de tecnologia, calçadistas e de diversos outros segmentos que não são de produtos ou serviços essenciais (como alimentação e saúde) têm uma saída.

Quem quer vencer a crise causada pelo coronavírus tem que fazer uma escolha. Pode aceitar que as coisas são como são e que não há nada a ser feito ou enfrentar o problema de frente e descobrir de que forma o negócio pode se adaptar para suprir as novas demandas. É preciso aceitar que as coisas já mudaram e não dá para fazer negócio do mesmo jeito. Por isso, esse momento de pausa durante a quarentena é a oportunidade ideal para que os empreendedores comecem a mudar seus posicionamentos para se adaptarem à nova realidade.

O momento que a gente está vivendo é um momento ímpar na história da economia mundial. Essa crise que estamos passando agora, que eu chamo de coronacrise, é como um tsunami. Criou um cataclisma muito grande e está derrubando todos os negócios. Isso está mudando a geografia econômica mundial. Negócios que eram grandes agora vão acabar. E mercados que não existiam agora vão nascer.

Os empreendedores precisam entender isso. Agora, não é uma questão de resiliência. Não é você aguentar para voltar. É você se adaptar. Precisamos nos reinventar.

Esses empreendedores precisam voltar, daqui a alguns meses, quando o mercado começar a reaquecer, com negócios, produtos e propostas diferentes. Caso contrário, eles não vão conseguir se localizar nessa geografia nova.

Não é o momento de aguentar a paulada. É o momento de aprender com isso e pensar como é que o comportamento do cliente mudou, como o seu mercado mudou, o que o cliente precisa que você não podia oferecer e como você pode começar a oferecer isso agora. Quem não fizer isso, não vai conseguir sobreviver.

É preciso se perguntar: quero ficar para trás sem conseguir acompanhar o mercado ou fazer a diferença agora e liderar as mudanças no meu segmento? É possível fazer parte do movimento de empreendedores que irão reconstruir a economia após a crise.

Os efeitos do vírus para alguns mercados será devastador. Isso não podemos controlar, mas podemos controlar a reconstrução. O mundo e a forma de se relacionar com o seu cliente irá mudar e isso vai impactar o seu negócio de alguma forma. Você precisa adaptar seu negócio ou terá dificuldades de sobreviver.

Então, pergunte-se: Você sabe o que mais mudou na vida do seu cliente nesse tempo? Como você pode ajudá-lo nesse período para que ele se sinta seguro? O que você acredita que precisa mudar no seu negócio para manter esse relacionamento com o cliente que sempre confiou em você?

Precisamos de negócios que de sejam capazes de se reinventar. Precisamos de empreendedores que queiram renascer. Não é fácil, mas é preciso entender que isso é uma fase e que aquele que está disposto a enfrentar o que está acontecendo agora sairá na frente de quem parou no tempo esperando que tudo se resolva sozinho.

*Pedro Superti, especialista em diferenciação de negócios 

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