MST diz que facas, facões e enxadas servem para ‘cozinhar’ e armar barraca

MST diz que facas, facões e enxadas servem para ‘cozinhar’ e armar barraca

Coordenador do Movimento Sem Terra rebate críticas da polícia de Curitiba que alega ter apreendido 'material não condizente com manifestações pacíficas'

Valmar Hupsel Filho, Ricardo Brandt e Ricardo Galhardo, enviados especiais a Curitiba

09 de maio de 2017 | 18h58

Um dos coordenadores do MST do Paraná, Roberto Baggio declarou que facas, facões e enxadas apreendidos pela polícia com manifestantes que se concentram em Curitiba nesta terça-feira, 9, em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são ferramentas usadas pelos militantes para a cozinha e armação de barracas.

Segundo o secretário estadual de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita de Oliveira, foi apreendido “material não condizente com manifestações pacíficas, como armas longas e facas, facões e foices”.

“Isso é uma manipulação da polícia. São ferramentas para manipulação da comida e armação dos abrigos”, disse.

Cerca de 4 mil militantes, de acordo com o MST, estão concentrados no pátio dos rodoferroviarios, no centro de Curitiba para uma vigília em apoio ao ex-presidente, que depõe nesta quarta-feira, 9, ao juiz Sérgio Moro. No local foram montadas barracas com estrutura de madeira e lonas, além de cozinhas comunitárias.

A Frente Brasil Popular também reagiu à apreensão dos instrumentos. “A Frente Brasil Popular informa à imprensa que apenas um utensílio de cozinha e outro de acampamento foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no interior dos ônibus das caravanas que se dirigiam à Curitiba. É muito diferente do que propagandeou a Secretaria Estadual de Segurança do Paraná. Isso porque apenas uma enxada e uma faca de cozinha fazem parte dos itens encontrados na revista realizada a cerca de 20 ônibus, na entrada da capital. São itens necessários às cozinhas instaladas para alimentação.”

Pacífico. A frente destaca no texto o caráter “pacífico” da manifestação. “Reafirmamos novamente o caráter pacífico e organizado da vinda de movimentos sociais a Curitiba – tanto que as caravanas se dispuseram integralmente à revista, que atrasou em cerca de duas horas as atividades na capital. As atividades culturais e políticas do primeiro dia do Acampamento pela Democracia comprovam o caráter pacífico e organizado do evento”, conclui. / COLABOROU ANDREZA MATAIS

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.