MP em Mato Grosso do Sul abre operação contra advogados sob suspeita de ligação com célula do PCC

MP em Mato Grosso do Sul abre operação contra advogados sob suspeita de ligação com célula do PCC

Investigação diz que profissionais abusaram das prerrogativas para transmitir recados de traficantes presos; OAB-MS criou comissão especial para acompanhar inquérito

Redação

25 de março de 2022 | 21h12

Operação Courrier mira advogados e servidores públicos por suposto conluio com célula do PCC. Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu nesta sexta-feira, 25, a Operação Courrier para aprofundar uma investigação sobre suspeitas de associação entre advogados e membros da facção criminosa ‘Sintonia dos Gravatas’, célula do Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) indicam que advogados usam o acesso reservado a traficantes presos para levar recados a membros da organização criminosa fora da cadeia.

Ao todo, foram cumpridos 38 mandados judiciais de prisão e busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados, Jardim e Jaraguari. Entre os alvos estão seis advogados, um servidor do Poder Judiciário, um servidor da Defensoria Pública e um policial penal.

De acordo com o MP, houve participação do grupo investigado inclusive no planejamento de atentados contra um promotor e um juiz da capital.

A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS) acompanhou a operação. A OAB também criou uma comissão especial para monitorar o caso.

“A OAB/MS sempre pautou-se pela ética profissional, não coadunando com qualquer conduta ilícita, ainda mais quando se refere à advocacia. O caso também será analisado pelo Tribunal de Ética e Disciplina, sempre obedecidos o contraditório e a ampla defesa”, informou a entidade.

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