‘Movimentei US$ 120 milhões para Youssef’, diz dono do Labogen

Em depoimento à Justiça Federal no dia 8, Leonardo Meirelles relata importações fictícias para lavar dinheiro de doleiro em Hong Kong

Redação

15 de outubro de 2014 | 05h00

Por Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Mateus Coutinho

O doleiro Leonardo Meirelles, testa de ferro de Alberto Youssef nas indústrias Labogen Química Fina e Indústrias Labogen, confessou em depoimentos à Justiça Federal no dia 8, que movimentou US$ 120 milhões para a lavanderia alvo da Operação Lava Jato, que desviou recursos da Petrobrás. Por meio dessas empresas, Youssef tentou uma de suas mais ousadas investidas no governo federal – um contrato milionário no Ministério da Saúde.

“Eu movimentei algo em torno de US$ 120 milhões para Alberto Youssef neste período de 2011 a 2014”, afirmou Meirelles ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato.

Um dos réus dos processos da Lava Jato, Meirelles confessou que realizou as 1.294 operações de câmbio fraudulentas pelas duas empresas e que recebia 1% dos valores movimentados.

No depoimento ele descreve como eram feitos as remessas de dinheiro do Labogen para o exterior, utilizando contas de empresas offshore abertas por ele a pedido de Youssef, em Hong Kong – DGX e RFY.

A partir delas, o dinheiro era repassado por Meirelles para contas indicadas por Youssef. Questionado pelo magistrado sobre quem eram os clientes finais, contudo, o doleiro do Labogen disse não poder dar detalhes: “Não consigo descrever, na verdade elas (transferências) eram feitas, tanto que a empresa nunca teve dinheiro parado nas contas, os fundos chegavam e se repagava no mesmo instante”, disse.

VEJA A ÍNTEGRA DO DEPOIMENTO DE LEONARDO MEIRELLES À JUSTIÇA FEDERAL

 

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