Moro tuiteiro vai do céu ao inferno

Moro tuiteiro vai do céu ao inferno

Fenômeno nas redes, outrora poderoso juiz da Lava Jato arregimentou 300 mil seguidores em poucas horas de adesão ao Twitter e virou alvo de manifestações de apoio e de hostilidades

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

05 de abril de 2019 | 05h29

Do céu ao inferno, redes sociais reagiram à adesão ao Twitter do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Após anunciar seus primeiros ‘tuítes’, nesta quinta, 4, o outrora poderoso juiz da Lava Jato virou alvo de manifestações de apoio e de hostilidades, inspiração para memes de apoiadores, adversários e críticos.

O número de seguidores de Moro explodiu como um raio. Até 20h30, ele já arrastava 291 mil adesões. Entre 20h e 20h30, por exemplo, ganhou 15 mil seguidores.

Moro diz que se inscreveu na rede social ‘pois é um instrumento poderoso de comunicação’.

“A ideia é divulgar os projetos e as propostas do Ministério da Justiça e Segurança Pública.”

“Nem sempre poderei estar por aqui, pois o trabalho é intenso, mas quando possível darei informações sobre as ações do Ministério”.
“Quero explicar aqui o projeto de lei anticrime, além das medidas executivas em andamento do Ministério”, relatou.

Reprodução/Twitter

Em reação a cada uma de suas publicações, memes, sátiras, e duros questionamentos foram direcionados ao chefe da pasta da Justiça e Segurança Pública.

Muitas são as provocações. “Oi ministro, bem vindo! Eu tenho uma pergunta: 64 foi ditadura ou não? Vi um vídeo seu antigo que dizia que sim, aí dessa semana dizia que não era bem isso”, questionou a nadadora Joanna Maranhão, referindo-se às polêmicas do Planalto em torno do golpe militar, que vão de mudanças em livros didáticos para as escolas brasileiras às ordens para que a data seja comemorada.

“Oi sumido! Seja bem-vindo ao twitter, @SF_Moro. Será que agora o ministro da Justiça vai se pronunciar sobre o caso Queiroz?”, reagiu o portal de notícias The Intercept, do jornalista Glenn Greenwald.

Opositores também se manifestaram, como os petistas Gleisi Hoffmann e Paulo Pimenta.

Às 16h52 desta quinta, 4, ele postou uma foto sua exibindo um calendário da Caixa para afastar dúvidas de que ele, de fato, aderiu às redes – o que ele se recusou a fazer enquanto magistrado federal.

“Provando que esse twitter é meu mesmo. O que é um pouco inusitado”, ele escreveu. Nem o calendário escapou dos memes.

Declarações de apoio também se multiplicam. “Eu apoio a lei anti crime”. “Herói de uma nação, pra frente brasil!!!”.

“Grande, Moro!”, exclamou o jornalista Milton Neves.

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