Moro remarca para dia 27 depoimento de Dilma em defesa de Bendine

Ex-presidente será ouvida por juiz da Lava Jato em videoconferência, de Belo Horizonte, onde acompanha mãe internada

Julia Affonso, Luiz Vassallo e Fausto Macedo

19 de outubro de 2017 | 05h00

Dilma Rousseff e Aldemir Bendine. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O juiz federal Sérgio Moro marcou nova data e local para que a ex-presidente Dilma Rousseff seja ouvida como testemunha de defesa do ex-presidente da Petrobrás e do Banco do Brasil Aldemir Bendine, em processo da Operação Lava Jato.  O executivo é acusado de receber R$ 3 milhões em propinas da Odebrecht.

Dilma será ouvida no dia 27 por videoconferência, de Belo Horizonte (MG). Em decisão desta quarta-feira, 18, Moro informa que a defesa noticiou “que a testemunha Dilma Vana Rousseff estaria residindo temporariamente na cidade de Belo Horizonte/MG”.

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“Para acompanhar a sua genitora, internada naquela cidade desde 11 de outubro de 2017, sem previsão de alta hospitalar.”

Por isso, solicitou ao juiz que o depoimento fosse transferido para a capital mineira. A ex-presidente seria ouvida por videoconferência, de Porto Alegre (RS), na quarta-feira, 25.

“Redesigno, assim, pelos motivos apontados, excepcionalmente, a oitiva de Dilma Vana Rousseff para o dia 27 de outubro de 2017, às 11 horas, por videoconferência com a Subseção Judiciária de Belo Horizonte/MG.”

Corrupção. É a primeira vez que Dilma vai depor a Moro. Ela faz parte de rol de 17 testemunhas de Bendine. Ele assumiu a presidência da Petrobrás em 2015, indicado pela petista, no lugar de Graça Foster. A missão do executivo, segundo amplamente divulgado pelo governo e por ele próprio ao tomar posse, era ajustar o balanço da companhia e contabilizar as perdas com a corrupção diante do escândalo que já fazia a petroleira sangrar desde março de 2014.

O ex-presidente da Petrobrás está preso desde 27 de julho, alvo da Operação Cobra, fase 42 da Lava Jato.

Nesse processo, além de Bendine, são acusados os operadores financeiros André Gustavo Viera da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior e Álvaro José Galliez Novis e os executivos Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, da Odebrecht.

A força-tarefa da Lava Jato acusa o grupo pelos crimes de corrupção passiva, corrupção altiva, lavagem de dinheiro, pertinência a organização criminosa e embaraço à investigação de infrações penais.

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