Moro pede licença de universidade para se dedicar à Lava Jato

Moro pede licença de universidade para se dedicar à Lava Jato

Juiz da Lava Jato negou que vai se licenciar para estudar nos Estados Unidos

Mateus Coutinho e Julia Affonso

29 de novembro de 2016 | 17h08

O juiz Sérgio Moro, em seu gabinete na Justiça Federal, em Curitiba / Fotos: Ricardo Brandt/Estadão

O juiz Sérgio Moro, em seu gabinete na Justiça Federal, em Curitiba / Fotos: Ricardo Brandt/Estadão

O juiz Sérgio Moro, responsável por conduzir as investigações da Lava Jato na Justiça Federal no Paraná informou nesta terça-feira, 29, que vai tirar licença da Universidade Federal do Paraná, onde é professor, mas que não vai fazer curso nos Estados Unidos.

“É falso o pedido de licença para estudar nos Estados Unidos. É verdadeiro o pedido de licença das aulas da UFPR”, afirmou o magistrado em nota, diante das especulações sobre sua eventual saída do País. O juiz quer se dedicar aos estudos nos EUA futuramente, o que só ocorreria após o fim da Lava Jato.

Oficialmente, a UFPR não comenta o caso, mas a expectativa é de que Moro deixe de lecionar no ano que vem para se dedicar exclusivamente à Lava Jato. Doutor em Direito pela Universidade, o juiz faz parte do quadro da UFPR desde 2007 onde ministra a disciplina de Direito Processual Penal.

A operação já teve 37 fases, além de desdobramentos em outros Estados e no Supremo Tribunal Federal, e se estende por mais de dois anos e oito meses. Por determinação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o juiz Moro está destacado para julgar apenas os casos da operação.

Com a delação premiada e o acordo de leniência da Odebrecht e seus executivos, a expectativa é de que as investigações mais que dobrem de tamanho avançando sobre novos agentes públicos, empresas e obras do governo federal e de governos estaduais.

De março de 2014 até aqui, a Lava Jato no Paraná já acumula 250 denunciados em 54 ações penais, dos quais 82 já condenados a mais de 1 mil anos de prisão, e R$ 6,4 bilhões de propina identificados no esquema de formação de cartel, desvios e corrupção na Petrobrás.

 

 

 

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