Moro manda Pezão escolher um dia para depor por Cabral

Moro manda Pezão escolher um dia para depor por Cabral

Governador do Rio foi arrolado como testemunha de defesa de seu antecessor em ação R$ 2,7 milhões em propina sobre contrato do Complexo Petroquímico da Petrobrás

Julia Affonso, Ricardo Brandt, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

08 Março 2017 | 10h00

Em 2013, o então governador Sérgio Cabral no Palácio Guanabara. Ao seu lado o vice-governador Luiz Fernando Pezão. FOTO : BRUNO ITAN/IMPRENSA RJ

Em 2013, o então governador Sérgio Cabral no Palácio Guanabara. Ao seu lado o vice-governador Luiz Fernando Pezão. FOTO : BRUNO ITAN/IMPRENSA RJ

O juiz federal Sérgio Moro enviou um ofício ao governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), para que ele escolha uma data para depor como testemunha de defesa de seu antecessor Sérgio Cabral, também peemedebista. Pezão foi vice de Cabral. Ele pode optar por três datas e horários: 6 de abril, às 16h, 11 de abril, às 14h, ou 17 de abril, às 11h.

O governador do Rio vai falar por videoconferência da Justiça Federal do Rio. O ofício foi enviado na sexta-feira, 3. Pezão tem cinco dias para escolher uma data.

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Cabral está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu 8, desde novembro do ano passado. O ex-governador foi detido na primeira fase da operação Calicute em seu apartamento, no Leblon. Segundo os investigadores, Cabral era o líder de um grupo criminoso que angariava propina junto a empreiteiras contratadas por sua administração.

O ex-governador responde a ações penais na 13.ª Vara Federal em Curitiba e na 7.ª Vara Federal no Rio.

Na ação em que Pezão vai depor, Sérgio Cabral é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro em ação conduzida por Moro.
A Procuradoria da República acusa o peemedebista por propina de pelo menos R$ 2,7 milhões da empreiteira Andrade Gutierrez, entre 2007 e 2011, referente às obras do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), da Petrobrás.

Neste processo também são réus outros seis investigados, inclusive, a mulher de Cabral, a advogada Adriana Ancelmo. Os outros cinco acusados são: Carlos Miranda, apontado como o ‘homem da mala’ do ex-governador; os executivos da Andrade Gutierrez Clóvis Renato Numa Peixoto Primo e Rogério Nora de Sá; o ex-secretário do Governo Cabral, Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, e sua mulher Mônica Araújo Macedo Carvalho.