Moro manda aliado de Cabral para prisão no Rio

Moro manda aliado de Cabral para prisão no Rio

Wilson Carlos, ex-secretário da gestão do ex-governador peemedebista, está custodiado na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, base da Operação Lava Jato

Julia Affonso e Ricardo Brandt

29 de junho de 2017 | 14h17

Wilson Carlos. Foto: Reprodução

O juiz federal Sérgio Moro autorizou nesta quinta-feira, 29, que o ex-secretário Wilson Carlos (Governo Sérgio Cabral) seja transferido da Superintendência da Polícia Federal, no Paraná, para o sistema prisional do Rio. O magistrado atende pedido da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, na qual Wilson Carlos responde a processos por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.

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Em uma das ações, Wilson é acusado de ter acertado ‘mesada de propina’ com diretores da Carioca Engenharia, em um restaurante do Centro do Rio. Pelo acordo, os valores pagos ao então governador, entre março de 2008 e abril de 2014, chegaram a R$ 200 mil por mês.

Wilson, aliado de Sérgio Cabral está preso em Curitiba desde novembro de 2016. O ex-secretário e Sérgio Cabral foram condenados em ação penal sobre propinas de R$ 2,7 milhões em obras do Comperj. O aliado do ex-governador pegou 10 anos e 8 meses de cadeia.

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Ao mandar Wilson Carlos para cadeia no Rio, Moro anotou que o ex-secretário foi transferido para o sistema prisional paranaense a pedido do Juízo da 7.ª Vara Federal Criminal fluminense.

“Já tendo ele aqui sido julgado, não mais sendo necessária a presença dele em audiência, inexiste qualquer óbice ao seu retorno”, observou. “Autorizo, portanto, a transferência de Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho para o sistema prisional estadual do Rio de Janeiro. Comunique-se o Juízo solicitante e aguarde-se indicação de estabelecimento prisional para a transferência. Havendo indicação, comunique-se a autoridade policial solicitando a transferência.”

O ex-governador está preso no Rio. O peemedebista já foi condenado em uma ação penal – 14 anos e 2 meses por corrupção e lavagem de dinheiro – e é réu em mais 11 processos.

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