Moro intima Mantega e Paes para depor como testemunhas de Eduardo Cunha

Moro intima Mantega e Paes para depor como testemunhas de Eduardo Cunha

Ex-ministro será ouvido nesta quarta-feira, 23 as 10h da manhã, enquanto prefeito do Rio vai depor na quinta, 24, ambos por videoconferência

Mateus Coutinho, Julia Affonso e Fausto Macedo

22 de novembro de 2016 | 20h04

Da esquerda para a direita: Guido Mantega, Eduardo Cunha e Eduardo Paes. Fotos: Montagem Estadão

Da esquerda para a direita: Guido Mantega, Eduardo Cunha e Eduardo Paes. Fotos: Montagem Estadão

O juiz Sérgio Moro intimou nesta terça-feira, 22, o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB) e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para depor como testemunhas de defesa do ex-presidente da Câmara e deputado cassado, Eduardo Cunha (PMDB), preso desde o dia 19 de outubro.

Ambos vão depor por videoconferência, sendo que o ex-ministro deve ser ouvido da Justiça Federal em São Paulo nesta quarta-feira, 23, às 10h e o prefeito deverá ser ouvido da Justiça Federal no Rio na quinta-feira, 24, as 14h.

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Os dois foram arrolados como testemunha do peemedebista no dia 12 de novembro no lugar de outras duas testemunhas que haviam sido escolhidas inicialmente mas que, devido a dificuldade da própria defesa de Cunha em localizá-las, foram substituídas pelo prefeito e pelo ex-ministro.

Eduardo Cunha é réu em ação penal por suposto recebimento de propinas na compra pela Petrobrás do Bloco de Benin, na África, em 2011, e de manter contas secretas na Suíça que teriam recebido os valores ilícitos. Ele já havia arrolado o presidente Michel Temer e o ex-presidente Lula como suas testemunhas. O presidente vai depor por escrito e o ex-presidente petista, por sua vez, falará por videoconferência no próximo dia 30.

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No pedido a Moro, a defesa de Eduardo Cunha alega que Guido Mantega era presidente do Conselho de Administração da estatal petrolífera quando foi adquirido o campo de Benin ‘bem como na época em que a estatal alienou parte do bloco à Shell’.

Os advogados argumentam a Moro que Eduardo Paes, por sua vez, ‘poderá esclarecer que estava com o acusado no dia indicado pelo Ministério Público Federal como sendo o de suposta reunião na Petrobrás’.

 

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