Moro homenageia Teori ao retomar Lava Jato

Moro homenageia Teori ao retomar Lava Jato

Juiz indicado pela Ajufe para substituir ministro, morto em acidente de avião, manifestou pesar pela tragédia e destacou 'independência, honradez e conhecimento jurídico' de relator do escândalo Petrobrás no STF, ao abrir primeira audiência de 2017, em Curitiba

Ricardo Brandt e Fausto Macedo

01 de fevereiro de 2017 | 17h04

Sérgio Moro. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Sérgio Moro. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O juiz federal Sérgio Moro homenageou o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) morto tragicamente em um acidente de avião, no dia 19 de janeiro, ao retomar os processos do escândalo de cartel e corrupção na Petrobrás, em Curitiba, nesta quarta-feira, 1.

O juiz da 13ª Vara Federal, em Curitiba, ouviu dois delatores em processo contra o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil), na tarde desta quarta-feira. Titular e primeiro magistrado da Lava Jato, Moro passou janeiro em férias.

“Aberta a audiência, o julgador, considerando ser esta a primeira audiência da retomada dos processos do Juízo, consignou o seu pesar pelo trágico evento que levou ao falecimento do Min. Teori Zavascki”, registrou a ata da audiência, realizada na tarde desta quarta, no prédio da Justiça Federal, em Curitiba.

“Consignou as suas homenagens ao magistrado (Teori) pela sua independência, honradez e conhecimento jurídico.”

MORO TEORI

A audiência, iniciada às 14h, era para ouvir os delatores Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, e Vinícios Veiga Borin, operador financeiro do banco usado pela Odebrecht, em Antingua Barbuda, para pagar propinas no exterior.

A manifestação de Moro gerou homenagens dos demais presentes no audiência.

“As Defesas pediram a palavra e igualmente consignaram as suas iguais homenagens e pesar”, registra a ata. Entre os advogados, os criminalistas José Roberto Batochio (defensor de Palocci) e Nabor Bulhões (defensor de Marcelo Odebrecht).

Responsável pela acusação pelo Ministério Público Federal, a procuradora da República Laura Tessler também manifestou-se. “Igualmente, o Ministério Público pediu a palavra e consignou as suas iguais homenagens e pesar.”

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