Moro entra com ação por danos morais contra Terça Livre e pede retirada de vídeo com ‘inverdades e ofensas’

Moro entra com ação por danos morais contra Terça Livre e pede retirada de vídeo com ‘inverdades e ofensas’

Redação

30 de setembro de 2020 | 15h33

O ex-ministro de Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Foto: Adriano Machado / Reuters

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro entrou com uma ação para que o canal e o blog Terça Livre retirem do ar um vídeo intitulado ‘O PT quer derrubar André Mendonça’, publicado em 29 de julho. Segundo a ação de indenização por danos morais apresentada pelos advogados do ex-ministro, a gravação contém uma ‘série de inverdades, ofensas e imputações falaciosas e desairosas à honra’ de Moro.

“Hoje tá acontecendo uma guerra no Brasil que é uma guerra dentro do Deep State, uma guerra dentro da máquina, que é uma guerra do governo Bolsonaro, do Governo Federal, lutando para tentar destruir um poder paralelo que se estabeleceu em Brasília, ainda com a presença do Moro no Ministério da Justiça e que
quando foi descoberto o Moro saiu e não voltou para Curitiba, montou um QG em Brasília, o Moro não saiu de Brasília, o Moro ainda ainda está em Brasília, liderando um quartel general do lavajatismo”, registra o vídeo, segundo transcrição dos advogados de Moro.

Documento

O advogado de Sergio Moro, Luis Felipe Cunha, argumenta que o conteúdo do vídeo ‘não guarda qualquer sentido e demonstra a total falta de credibilidade do portal, notoriamente conhecido por produzir (falsas) notícias com o único intento de tentar proteger o governo Bolsonaro’.

“O portal divulgou informações inverídicas envolvendo o Autor, junto ao programa “Boletim da Manhã”, na data de 29 de julho de 2020, em seu site e em outras diversas plataformas de streaming, o qual fora altamente divulgado, inclusive pelo filho do Presidente da República, Deputado Federal mais votado do Brasil, Sr. Eduardo Bolsonaro, que conta com mais de 3,3 milhões de seguidores, e que teve, até a data da distribuição dessa demanda , o impressionante número de 177.327 visualizações”, registra a petição inicial dos advogados de Moro.

Os advogados do ex-ministro indicam ainda que o Terça Livre ‘promoveu ampla divulgação das informações inverídicas’ imputando a Moro o ‘cometimento de, ao menos, seis crimes previstos por legislação federal’.

A petição ainda afirma que a denúncia seria ainda mais grave pela imputação de “ao menos, seis crimes previstos na legislação federal” e o fato de Moro ser figura pública.

“Salienta-se, ainda, que o ofendido é figura pública (conhecido no Brasil e no mundo), destacando-se pela atuação como Magistrado, e pela ocupação ao cargo de Ministro da Justiça e Segurança Pública. De maneira que as incisivas ofensas e calúnias proferidas frente à sua honra e sua imagem perante a sociedade, mostram-se ainda mais gravosas e lesivas”, argumenta.

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