Moro e polícias de 12 Estados e quatro países põem Luz na Infância contra abuso e exploração sexual infantil

Moro e polícias de 12 Estados e quatro países põem Luz na Infância contra abuso e exploração sexual infantil

Agentes cumprem 112 mandados de busca e apreensão nos Estados de Alagoas, Acre, Ceará, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e Santa Catarina; entre os presos está um professor de uma escola localizada no bairro Pinheiros, zona oeste da capital paulista

Redação

18 de fevereiro de 2020 | 09h36

Atualizada às 18h40 de 18 de fevereiro de 2020 para atualização do balanço da operação.

Foto: Ministério da Justiça e Segurança Pública / Reprodução

Policiais civis de 12 Estados participam da manhã desta terça, 18, da sexta fase da Operação Luz da Infância, que busca identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. A ação é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, pasta chefiada por Sério Moro, e envolve ainda ações em outros quatro países – Colômbia, Estados Unidos, Paraguai e Panamá.

Foto: Reprodução

Entre os presos está o professor Ivan Secco, da Saint Nicholas School, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista.

O delegado Osvaldo Nico, da Polícia Civil de São Paulo, afirmou que o professor ‘pediu ajuda’.

Segundo a Polícia Civil, o professor fazia uso de uma artimanha para ludibriar as vítimas, em geral meninas de 12 e 13 anos de idade. Ele embutia em caixinhas de remédio uma câmera secreta para filmar as alunas em sala. Foram três anos de armazenamento de imagens.

Foto: Reprodução

Secco, segundo os investigadores, mantinha em seus computadores o arquivo de fotos e vídeos das vítimas.

A polícia fez buscas na casa do docente, onde um computador foi confiscado. Também apreendeu um segundo computador dele na sala de professores da escola.

A Polícia fixou uma fiança de R$ 30 mil, mas paralelamente pediu à Justiça decretação da prisão preventiva de Secco..

Ao todo 43 pessoas foram presas em flagrante por suspeita de envolvimento em produção ou armazenamento de pornografia infanto-juvenil.

Agentes cumprem 112 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdo relacionado a crimes de exploração sexual praticados contra crianças e adolescentes.

As ações são realizadas nos Estados de Alagoas, Acre, Ceará, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e Santa Catarina.

No Brasil, a pena para quem armazena conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual varia de 1 a 4 anos de prisão, de 3 a 6 anos pelo compartilhamento e de 4 a 8 anos de prisão pela produção.

Em setembro de 2019, a Operação Luz na Infância 5 foi realizada em 14 estados e seis países e prendeu 51 pessoas. Foram mobilizados para a operação 656 policiais que atuam nas buscas decretadas contra 105 alvos.

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