Moro diz a chefe da PF que ‘investigações importantes’ ainda precisam ser concluídas

Moro diz a chefe da PF que ‘investigações importantes’ ainda precisam ser concluídas

Juiz da Lava Jato recebeu nesta quinta-feira, 21, em Curitiba, delegado Fernando Segovia que garantiu fortalecimento do combate à corrupção e ampliação do efetivo contra o crime organizado

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

21 de dezembro de 2017 | 14h27

Sérgio Moro. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

O juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, disse nesta quinta-feira, 21, ao diretor-geral da Polícia Federal, delegado Fernando Segovia, que há ‘investigações importantes que precisam ser finalizadas’.

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Moro recebeu Segovia em seu gabinete, na Justiça Federal de Curitiba, base e origem da Lava Jato. O delegado disse a Moro que sua intenção é fortalecer o combate à corrupção e ampliar a equipe de policiais na missão contra o crime organizado.

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Segovia chegou a Curitiba na manhã desta quinta para a posse do novo superintendente da PF no Paraná, delegado Maurício Valeixo, que substitui Rosalvo Franco. A posse ocorrerá à tarde.

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O diretor da PF e Moro tiveram uma conversa cordial e breve. O magistrado aproveitou para elogiar o trabalho da corporação.

Moro ressalvou sobre as ‘investigações importantes’ que precisam ser concluídas e que a equipe de policiais em Curitiba precisa ser significativamente ampliada.

A Lava Jato está na sua fase 47. Com base nas investigações da PF e nas denúncias da Procuradoria da República.

O juiz Moro aplicou 129 condenações que somam mais de mil anos de pena a políticos, doleiros e empreiteiros.

Mas ainda há procedimentos em curso, inclusive sobre contratos e propinas ainda no âmbito do esquema de cartel e propinas na Petrobrás no período entre 2004 e 2015 – o ex-presidente da estatal petrolífera, Aldemir Bendine, e ex-diretores de áreas estratégicas foram presos.

Outras investigações sob a tutela de Moro, e que ainda estão no seu início, são referentes a políticos que não mais detêm foro privilegiado e que, antes de perderem essa prerrogativa, estavam submetidos ao crivo do Supremo Tribunal Federal.

Segovia, por sua vez, afirmou ao juiz da Lava Jato que planeja fortalecer as ações contra malfeitos e desvios de recursos públicos. Também está decidido a ampliar os quadros do setor que combate a corrupção e o crime organizado.