Moro dá três dias para defesa de Vaccari substituir Delcídio

Moro dá três dias para defesa de Vaccari substituir Delcídio

Senador preso por ordem do Supremo Tribunal Federal iria depor nesta quinta como testemunha de defesa de tesoureiro do PT

Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brandt

26 Novembro 2015 | 12h16

Vaccari foi preso nesta terça-feira. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

Vaccari foi preso em abril. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

O juiz federal Sérgio Moro deu prazo de três dias para a defesa do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto indicar outro nome em substituição ao senador Delcídio do Amaral (PT/MS). O líder do Governo no Senado iria depor nesta quinta-feira, 26, como testemunha de Vaccari, mas foi preso na quarta, 25, por envolvimento em uma trama para barrar a Lava Jato.

O ex-tesoureiro é réu em ação penal por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa – no mesmo processo há outros acusados, como o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula) e Renato Duque, ex-diretor da Petrobrás (Serviços).

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Vaccari já foi condenado em um primeiro processo da Lava Jato. Em setembro, ele pegou 15 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Duque recebeu pena maior, 20 anos e oito meses de prisão pelos mesmos delitos atribuídos ao ex-tesoureiro.

No segundo processo, a defesa de Vaccari arrolou vários políticos como testemunhas. Um deles é Delcício do Amaral, cujo depoimento estava marcado para esta quinta. “O senador iria falar sobre aspectos da vida pessoal do Vaccari, da família dele, sua conduta”, disse o criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, defensor do ex-tesoureiro.

D’Urso anota que Delcídio iria abordar, ainda, outra questão. “Ele (Delcídio) falaria do trabalho do Vaccari na arrecadação de recursos para o PT e para as campanhas eleitorais, a lisura do procedimento do Vaccari.”

Com a prisão inesperada do senador, Vaccari agora tem que arrumar outro nome.