Moro dá 5 dias para deputado do PMDB definir quando depõe por mulher de Cunha

Moro dá 5 dias para deputado do PMDB definir quando depõe por mulher de Cunha

Hugo Motta, parlamentar paraibano, ex-presidente da Petrobrás, foi arrolado pela defesa de Cláudia Cruz, ré por lavagem de dinheiro e evasão de divisas

Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo

23 de setembro de 2016 | 08h30

Hugo Motta. Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

Hugo Motta. Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

O juiz federal Sérgio Moro deu cinco dias para o deputado paraibano Hugo Motta (PMDB) responder que dia, afinal, pode depor como testemunha de defesa de Cláudia Cruz, mulher do ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A mulher de Cunha é ré por lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Operação Lava Jato.

Hugo Motta presidiu a CPI da Petrobrás e fez parte da tropa de choque de Eduardo Cunha na Câmara. O deputado não compareceu à votação na Câmara que cassou o mandato do colega peemedebista.

A Justiça Federal no Paraná havia colocado quatro datas (26 de setembro, 28 de setembro, 5 de outubro ou 6 de outubro) disponíveis para as testemunhas de Cláudia.

Na sexta-feira, 16, Hugo Motta solicitou o agendamento de seu depoimento para entre os dias 10 e 20 de novembro.

O parlamentar alegou que estava ‘impossibilitado de marcar em uma das datas propostas, pois devido ao período eleitoral tem uma agenda extensa de compromissos no Estado da Paraíba’.

Segundo Moro, as datas indicadas por Hugo Motta ‘estão muito distantes e representariam atraso injustificável do processo, máxime quando há acusado preso’.

“Então renove-se o ofício ao r. parlamentar solicitando a indicação de uma das datas já disponibilizadas, como já fizerem seus pares. Oficie-se à Exma. Autoridade, no sentido exposto, expediente a ser subscrito por este Juiz, solicitando resposta, se possível, no prazo de 5 dias”, determinou Moro.

Na semana passada, o juiz da Lava Jato autorizou, além do depoimento de Motta, os depoimentos de outras três testemunhas arroladas pela mulher de Eduardo Cunha – o ministro dos Transportes do governo Temer, Maurício Quintella (PR-AL), o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) e Jovair Arantes (PTB-GO).

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