Moro coloca R$ 11 mi de Adriana Ancelmo à disposição da Justiça Federal no Rio

Moro coloca R$ 11 mi de Adriana Ancelmo à disposição da Justiça Federal no Rio

Juiz da Lava Jato, no Paraná, mandou transferir valor bloqueado para contas judiciais da 7ª Vara Federal no Rio, sob tutela do juiz Marcelo Bretas

Julia Affonso e Ricardo Brandt

14 de junho de 2017 | 12h58

Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo. Foto: Marcos Arcoverde/Estadão – 2007

O juiz federal Sérgio Moro colocou R$ 11 milhões bloqueados de Adriana Ancelmo e do escritório Ancelmo Advogados, da mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB-RJ), à disposição da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que julga a Operação Lava Jato no Rio. Moro absolveu Adriana Ancelmo nesta terça-feira, 13, das acusações de corrupção e lavagem de dinheiro.

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A mulher de Sérgio Cabral, o ex-governador e outros três era acusados em ação penal sobre propina de R$ 2,7 milhões em contratos de Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), no Rio. Moro condenou Sérgio Cabral a 14 anos e 2 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

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Os valores foram bloqueados no fim do ano passado. Segundo Moro, o confisco ‘teve resultados modestos, quase pífios, salvo em relação a Adriana de Lourdes Ancelmo e a empresa Ancelmo Advogados, em relação aos quais chegaram a cerca de R$ 11 milhões’.

“Considerando que os valores podem constituir produto de crime de lavagem submetido a outro Juízo, cumpre, ao invés de determinar a liberação do valor bloqueado, colocar o numerário à disposição do Juízo da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro”, decidiu Moro.

O juiz ordenou que o dinheiro seja transferido para contas judiciais indicadas pela 7ª Vara Federal do Rio, sob tutela do juiz Marcelo Bretas. Sérgio Cabral é réu em 9 ações penais na Justiça Federal do Rio.

“Indicadas as contas, promova-se a transferência”, determinou.

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O juiz Moro condenou ainda o ex-secretário do governo do peemedebista Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho – 10 anos e 8 meses – e o ‘homem da mala’ Carlos Miranda – 10 anos – por corrupção e lavagem de dinheiro. Mônica Carvalho, mulher de Wilson Carlos, também foi absolvida.

Sérgio Cabral, Wilson Carlos e Carlos Miranda estão presos na Lava Jato. Há mandados de prisão contra os três expedidos pelo juiz Moro e também pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, no Rio. Wilson Carlos está preso no Paraná. Sérgio Cabral e Carlos Miranda, no Rio.

Na sentença, o juiz Moro determinou que os três devem continuar presos enquanto recorrem da condenação.

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