Ao chegar ao Rio, Moro diz que País precisa de uma agenda anticorrupção

Ao chegar ao Rio, Moro diz que País precisa de uma agenda anticorrupção

Juiz da Lava Jato chegou por volta das 9h à casa do presidente eleito Jair Bolsonaro para reunião sobre o superministério da Justiça

Marcio Dolzan e Vinicius Neder

01 Novembro 2018 | 08h16

Sérgio Moro chega à casa de Bolsonaro.Foto: Wilton Júnior/Estadão

Atualizado às 9h37

O juiz federal Sérgio Moro deixou a casa do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) às 10h45 desta quinta-feira, 1, após cerca de 1h30 de reunião. Na saída, o magistrado chegou a sair do carro para falar com a imprensa, mas, diante do tumulto no local, não fez nenhuma declaração.

Moro chegou às 9h desta quinta-feira, 1, à residência de Bolsonaro no Rio. O presidente eleito convidou Moro para assumir um superministério da Justiça, ampliado e com órgãos de combate à corrupção, que estão atualmente em outras pastas, como a Polícia Federal e o Coaf, que estão envolvidas nessa operação.

Ao desembarcar no aeroporto Santos Dumont, o magistrado não falou com a imprensa e, antes de chegar à casa do presidente eleito, fez uma pequena parada em um hotel que vem sendo usado como uma espécie de QG para quem visita Bolsonaro. No Santos Dumont, Moro desembarcou diretamente na pista de pouso do aeroporto, de onde partiu em um carro da Polícia Federal.

Durante o voo, Moro falou com a Rede Globo, que o acompanhou na viagem. Segundo o G1, o magistrado disse que a motivação de seu encontro com Bolsonaro se dá em razão de o País precisar de uma agenda anticorrupção e anticrime organizado.

“Se houver a possibilidade de uma implementação dessa agenda, convergência de ideias, como isso ser feito, então há uma possibilidade. Mas como disse, é tudo muito prematuro”, disse Moro à reportagem da Globo. Durante o voo, ele chegou a dizer que ainda não há nada definido. “Ainda vai haver a conversa”, emendou.

Foto: Wilton Júnior/Estadão

Na tarde desta quarta-feira, 31, a colunista Sonia Racy, do Estadão, disse que Moro aceitará o convite de Bolsonaro porque assumirá um ministério da Justiça ampliado.

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