Moro avisa que PF não vai admitir ‘tentativas de obstrução’ da investigação sobre assassinato de Marielle

Moro avisa que PF não vai admitir ‘tentativas de obstrução’ da investigação sobre assassinato de Marielle

Ministro da Justiça afirma que Polícia Federal 'continuará contribuindo com todos os meios necessários' e que espera que a prisão de suspeitos de executarem ex-vereadora do Rio e seu motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, represente 'mais um passo para a elucidação completa do caso'

Paulo Roberto Netto e Fausto Macedo

12 de março de 2019 | 10h22

Vereadora Marielle Franco foi assassinada em 14 de março, no centro do Rio Foto: Renan Olaz/CMRJ

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, declarou nesta terça-feira, 12, que a Polícia Federal continuará contribuindo ‘com todos os meios necessários’ contra as tentativas de obstrução às investigações relacionadas ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes, em 14 de março do ano passado.

Na manhã desta terça, 12, o policial militar reformado Ronie Lessa e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz foram presos e denunciados por homicídio qualificado pelas mortes de Marielle e Anderson, e por tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, uma das assessoras da ex-vereadora que também estava no carro emboscado no Rio.

A investigação, agora, se concentra sobre os mandantes.

O ex-juiz da Lava Jato afirmou esperar que a prisão dos dois suspeitos acusados do crime represente ‘mais um passo para a elucidação completa’ do caso.

“Sobre o caso Marielle Franco e Anderson Gomes, o Ministério da Justiça e Segurança Pública espera que as prisões e buscas realizadas na presente data representem mais um passo para a elucidação completa deste grave crime e para que todos os responsáveis sejam levados à Justiça”, afirma.

“A Polícia Federal tem contribuído e continuará contribuindo com todos os meios necessários para as investigações do crime e das tentativas de obstrui-las.”

A prisão de Lessa e Queiroz é resultado de Operação Lume, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público, e a Polícia Civil do Rio. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços ligados aos policiais, onde foram encontrados documentos, celulares, computadores, armas e munições.