Moro avisa que condenado terá de escolher se fica no mundo do crime ou tem benefícios

Moro avisa que condenado terá de escolher se fica no mundo do crime ou tem benefícios

Em sua conta no Twitter, ministro da Justiça e Segurança Pública defende uma vez mais seu projeto anticrime para 'enfraquecer as facções que controlam o crime fora e dentro das prisões'

Luiz Vassallo e Fausto Macedo

15 de julho de 2019 | 05h46

O ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) disse no Twitter que condenado ‘terá que fazer uma escolha, mantém-se vinculado ao mundo do crime ou obtém benefícios’.

“Queremos ressocializar os presos”, escreveu Moro. “Mas quem se mantém vinculado a grupo criminoso não quer ressocialização. Então o condenado terá que fazer uma escolha, mantém-se vinculado ao mundo do crime ou obtém benefícios.”

Segundo o ministro, ‘aquele condenado por integrar organização criminosa ou por praticar crime através de grupo criminoso não obterá benefícios durante o cumprimento da pena se houver elementos de prova que indiquem que ainda compõe a associação criminosa’.

Ao reiterar a importância da aprovação do projeto de lei anticrime, Moro disse que são ‘medidas simples, mas eficazes contra a corrução, o crime organizado e os crimes violentos’.

“Uma das propostas mais importantes visa obrigar os membros de organizações criminosas a romperem os vínculos criminosos.”
.”Com a medida que propomos, enfraqueceremos as facções criminosas que controlam o crime fora e dentro das prisões. Isso é urgente”, defende o ministro.

Ele informou que durante a semana reuniu-se com o procurador Nacional Antimáfia e Antiterrorismo da Itália, Federico Cafiero. “Na Itália, segundo o procurador geral Antimáfia, os mafiosos submetidos ao cárcere duro só recebem benefícios prisionais se colaborarem com a Justiça. É ainda mais rigoroso. A colaboração é a prova do rompimento do vínculo criminoso.”

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