‘Momento é de ouvir’, diz Toffoli sobre expectativas do Judiciário com Bolsonaro

‘Momento é de ouvir’, diz Toffoli sobre expectativas do Judiciário com Bolsonaro

Ministro presidente do Supremo relembra viagem com presidente eleito e outros parlamentares, no começo dos anos 2000, à região amazônica

Rafael Moraes Moura/ BRASÍLIA

29 de outubro de 2018 | 18h53

Ministro Dias Toffoli. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, disse nesta segunda-feira, 29, que o momento agora ‘é de ouvir’ o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), definido pelo magistrado como uma pessoa ‘alegre, bem humorada e de fácil convivência’. Bolsonaro e Toffoli conversaram por telefone na noite de domingo, 28, e devem se encontrar nos próximos dias, em Brasília.

Em uma rápida conversa com jornalistas, após solenidade em Comemoração ao Dia do Servidor no STF, Toffoli lembrou que viajou com Bolsonaro e outros parlamentares para a região amazônica, no começo dos anos 2000, para conhecer o projeto do Sistema de Proteção da Amazônia (Sivam). Os dois conviveram por seis dias, sempre acordando cedo, ‘num sistema militar’, de acordo com o presidente do Supremo.

Toffoli foi assessor jurídico da liderança do PT na Câmara dos Deputados de 1995 a 2000 e possui bom trânsito com autoridades do Executivo e do Legislativo. O ministro é conhecido pelo perfil ‘conciliador’ e aberto ao diálogo e defende um pacto republicano entre os diferentes Poderes e a sociedade civil para viabilizar reformas.

“O momento é de ouvir”, afirmou Toffoli, ao ser indagado se o Judiciário apresentaria alguma reivindicação ou proposta ao presidente eleito.

Abraço. Durante a rápida conversa por telefone na noite de domingo, Bolsonaro disse ao presidente do Supremo: “Toffoli, vou aí te dar um abraço.”

Na mesma conversa, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, convidou Bolsonaro a visitar o edifício-sede do tribunal. Bolsonaro disse que virá a Brasília para encontrar Rosa e Toffoli.

A presidente do TSE também conversou por telefone com o ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT), que saiu derrotado no segundo turno, mas encerrou a conversa e desligou o telefone antes de passá-lo para Toffoli.

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