‘Moita’, ex-número 2 da Casa Civil de Alckmin, fica fora da denúncia contra Capez

‘Moita’, ex-número 2 da Casa Civil de Alckmin, fica fora da denúncia contra Capez

Luiz Roberto dos Santos, que foi braço direito de Edson Aparecido no Palácio dos Bandeirantes e caiu na Operação Alba Branca - investigação sobre fraudes na merenda escolar -, não está entre os acusados pela Procuradoria-Geral de Justiça

Luiz Vassallo, Julia Affonso e Fausto Macedo

16 Janeiro 2018 | 09h00

Da esq. para a dir.: A secretária Elaine Vogel, o prefeito Jamil Ono, Luiz Roberto dos Santos e o vereador Cristiano durante reunião no Palácio dos Bandeirantes em dezembro de 2015. Foto: Prefeitura de Andradina

O ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, o ‘Moita’, alvo da Operação Alba Branca, ficou de fora da denúncia criminal da Procuradoria-Geral de Justiça que atingiu em cheio o ex-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Fernando Capez (PSDB), e outros 8 investigados – inclusive o ex-chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Educação Fernando Padula.

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A Operação Alba Branca desarticulou crimes contra licitação na Secretaria de Estado da Educação para o fornecimento de suco de laranja para merenda escolar.

Desencadeada pela Polícia Civil e pela Promotoria, em janeiro de 2016, a ação mirou contratos para o fornecimento de suco e produtos agrícolas a pelo menos 30 prefeituras do interior do Estado pela Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (COAF).

O procurador-geral de Justiça Gianpaolo Smanio denunciou Capez, executivos da COAF, Fernando Padula, além do lobista Marcel Julio e seu pai, o ex-deputado Leonel Julio (MDB).

Smanio requereu ao Tribunal de Justiça suspensão do mandato de Capez e seu afastamento das funções de prozurador de Justiça.

‘Moita’, um dos importantes suspeitos das investigações, não é alvo da acusação. Ele foi o braço direito do então chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, até 2016 – caiu na véspera da deflagração da Operação Alba Branca.

Grampos da Alba Branca pegaram ‘Moita’, também ligado ao PSDB, operando com a quadrilha da merenda de sua sala no Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo estadual.

Uma escuta flagrou ‘Moita’ aconselhando o lobista da organização Marcel Júlio a pedir reequilíbrio financeiro de um contrato com a Educação estadual. Ele teria sido orientado pelo então chefe de gabinete da Pasta, Fernando Padula.
Em ligação grampeada, ‘Moita’ fala do ‘nosso homem’, segundo os investigadores referência a Padula.

Gianpaolo Smanio propôs que seja encaminhada à Central de Inquéritos Policiais e Processos (CIPP), em caráter sigiloso, cópia do voto em separado apresentado na Comissão Parlamentar de Inquérito da Merenda pelo deputado estadual Alencar Santana Braga (PT), ‘para conhecimento e eventuais providências criminais cabíveis em relação a Luiz Roberto dos Santos, vulgo ‘Moita’.

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