‘Missão cumprida’, diz advogada de Costa

Criminalista especializada em acordos de delação premiada foi chamada por familiares de ex-diretor da estatal

Redação

30 de setembro de 2014 | 18h31

Por Fausto Macedo

“O despacho de homologação do acordo mostra que a colaboração premiada não é nem nunca foi uma aventura jurídica”, desabafou a criminalista Beatriz Catta Preta, que defende Paulo Roberto Costa. A advogada não aceita as críticas daqueles que apostavam exclusivamente no caminho dos recursos aos tribunais superiores para tentar devolver a liberdade ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás.

Especialista nas causas em que réus fazem delação premiada, Beatriz Catta Preta foi chamada por familiares de Costa no momento em que a Lava Jato asfixiou o ex-diretor da estatal petrolífera com uma sucessão de ações penais e inquéritos que se estenderam também para as duas filhas e os genros dele.

Beatriz Catta Preta reuniu-se diversas vezes com a família de Costa, no apartamento de Ipanema, e explicou ponto a ponto como é o procedimento. A família se convenceu de que a delação era a única saída para Costa. Ele ficou mais angustiado ainda quando foi informado que poderia pegar pena superior à que foi aplicada ao empresário Marcos Valério, operador do Mensalão – o Supremo Tribunal Federal condenou Valério a 40 anos e 4 meses de prisão.

“A colaboração premiada é um direito personalíssimo do investigado ou do réu e que surte os efeitos almejados quando cumprido por ambas as partes”, declarou a advogada. “A colaboração, decididamente, não é uma aventura jurídica quando acusação e colaborador cumprem o acordo. Missão cumprida.”

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