Ministro quer PF na investigação sobre morte de policial que criticava Aécio

Ministro quer PF na investigação sobre morte de policial que criticava Aécio

Lucas de Araújo, da Polícia Civil de Minas, foi encontrado enforcado com uma gravata em sua residência em Belo Horizonte no sábado, 26

Mateus Coutinho

29 de março de 2016 | 09h30

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O investigador da Polícia Civil Lucas Gomes de Araújo. Foto: Reprodução/Facebook

A pedido do ministro da Justiça, Eugênio Aragão, a Polícia Federal vai acompanhar as investigações sobre a morte do investigador da Polícia Civil de Minas Gerais Lucas Gomes de Araújo, encontrado enforcado com uma gravata em sua residência em Belo Horizonte no último sábado, 26. Arcanjo ficou conhecido por suas duras críticas e acusações contra o ex-governador de Minas e atualmente presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves divulgadas em seus perfis nas redes sociais.

Diante disso o Ministério da Justiça informou que vai apoiar a investigação da polícia mineira “tendo em vista as circunstâncias de óbito repentino do policial civil”. Seguido no Facebook por quase 23 mil usuários, em diversos vídeos, o policial acusava o tucano de ligação com crimes como narcotráfico, compra de habeas corpus, lavagem de dinheiro, corrupção e até homicídio. Ele criticava inclusive a corrupção na própria Polícia Civil.

Em uma das gravações, ele conta que um corpo foi encontrado na propriedade do primo de Aécio, Tancredo Tolentino, no município de Cláudio, onde o governo Aécio construiu um aeroporto na fazenda do tio-avô do tucano, com indícios de execução. “Mas nada é investigado”, argumentava o investigador que estava há um ano de licença para fazer tratamento psicológico.

Na noite da última sexta-feira, 25, o policial publicou em seu perfil do Facebook um vídeo, o último, em que aparece visivelmente deprimido, se dizendo com “asco” da situação política, chegando a apertar o pescoço com as próprias mãos.

As investigações do caso estão a cargo da 1ª delegacia do Barreiro, na região oeste da capital mineira. A Polícia Civil informou que não vai comentar o caso e que as investigações estão sendo acompanhadas pela Polícia Federal.

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DE AÉCIO NEVES:

“Trata-se de um assunto da competência das polícias, que não guarda nenhuma relação com política. É lamentável a irresponsável exploração que vem sendo feita pelo PT e seus aliados. É preciso nesse momento respeitar a dor da família e esperar o resultado das investigações.

A assessoria esclarece que nas acusações feitas pelo policial em redes sociais ele nunca apresentou qualquer fundamentação.

Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves”

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