Ministro nega liberdade a empresário ligado a grupo que movimentou US$ 140 mi do tráfico

Ministro nega liberdade a empresário ligado a grupo que movimentou US$ 140 mi do tráfico

Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça, indefere pedido de Ivo Queiroz Costa Filho, preso em maio na Operação Efeito Dominó

Redação

02 de agosto de 2018 | 14h53

Superior Tribunal de Justiça (STJ). FOTO: ROBERTO JAYME/ESTADÃO

Um pedido de liberdade do empresário Ivo Queiroz Costa Filho, preso em maio pela Operação Efeito Dominó, foi indeferido pelo Superior Tribunal de Justiça, durante o recesso forense. A decisão foi tomada pelo vice-presidente do tribunal, ministro Humberto Martins, no exercício da presidência. O ministro destacou trechos da decisão do tribunal de origem ao negar a soltura do empresário, dando ênfase à ‘participação de Ivo Queiroz em uma organização que movimentou, apenas no período de 2014 a 2017, mais de US$ 140 milhões recebidos por cerca de 27 toneladas de cocaína’.

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As informações foram divulgadas no site do STJ – HC 460458

O mérito do pedido de habeas corpus será analisado pela Sexta Turma do STJ, sob a relatoria do ministro Rogerio Schietti Cruz.

Segundo Humberto Martins, a prisão foi devidamente fundamentada na necessidade de se garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.

“O decisum ainda destaca que há efetivo risco à aplicação da lei, porquanto comprovado por meio de escutas telefônicas que o paciente pretende evadir-se do país para viver nos Estados Unidos da América, em especial depois de ter sido condenado a 13 anos, por conselho de sentença, pelo crime de homicídio, condenação que aguarda análise de apelação.”

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Efeito Dominó

A Operação Efeito Dominó é um desdobramento da Operação Spectrum, que em 2017 prendeu um dos maiores traficantes da América do Sul, segundo a Polícia Federal. Este traficante teria relações com Ivo Queiroz no mesmo grupo que atuava no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

A defesa alegou que as suspeitas iniciais sobre Queiroz partiram de premissas equivocadas contra o empresário, o que caracterizariam a prisão cautelar como desnecessária, e a decisão do tribunal de origem que manteve a prisão como teratológica.

Segundo o Ministério Público, Queiroz atuava no setor de blindagem de veículos, comércio de carros, além de ser dono de franquias de restaurantes. O Ministério Público narra que apesar de atuação como empresário em diversos ramos, ele planejava uma fuga para os Estados Unidos, para escapar da prisão referente a condenação pelo crime de homicídio, em outro processo.

COM A PALAVRA, A DEFESA

A reportagem entrou em contato com o advogado de Ivo Queiroz. O espaço está aberto para manifestação.

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