Supremo confirma prisão de líder do governo no Senado por unanimidade

Supremo confirma prisão de líder do governo no Senado por unanimidade

2ª Turma da Corte referendou decisão do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF que autorizou a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS) por prejudicar as investigações contra ele

Beatriz Bulla, Gustavo Aguiar, Andreza Matais e Julia Affonso

25 Novembro 2015 | 09h43

Ministro Teori Zavaski, relator dos processo da Lava Jato no STF

Ministro Teori Zavaski, relator dos processo da Lava Jato no STF

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal referendou, por unanimidade, a prisões do líder do governo no Senado, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e do banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual. Durante a sessão extraordinária nesta manhã, o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo, informou ao colegiado que Delcídio prometeu interceder junto a Corte para libertar o ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró.

O ministro relatou ainda uma ‘atuação concreta e intensa’ de Delcídio e André Esteves, presos nesta quarta-feira, 25, para evitar a delação de Cerveró. Segundo as investigações da Procuradoria-Geral da República, o filho do ex-diretor informou que recebeu R$ 50 mil de Delcídio para que o pai não o citasse em delação premiada, com promessa de receber novos pagamentos.

Nestor Cerveró está preso desde janeiro deste ano. Ele já foi condenado na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo Teori, a investigação mostra que Delcídio não medirá esforços para “embaraçar a Lava Jato”. André Esteves teria, ainda, uma cópia da delação premiada de Nestor Cerveró. No depoimento, o ex-diretor narra crime de corrupção por Delcídio na compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA.

No áudio interceptado pela PF, há uma discussão sobre meios e rotas de fuga de Cerveró do Brasil.

Também foram presos Diogo Ferreira, chefe de gabinete do Delcídio do Amaral, e o advogado de Nestor Cerveró, Edson Siqueira Ribeiro Filho.

O senador foi preso no hotel Golden Tulip, onde mora em Brasília, mesmo local onde na terça-feira, 24, a PF prende o empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DO BTG PACTUAL:

“O BTG Pactual esclarece que está  à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e vai colaborar com as investigações.”