Ministro de Temer ataca Haddad e ‘políticos comprometidos com Lava Jato’

Ministro de Temer ataca Haddad e ‘políticos comprometidos com Lava Jato’

Na convenção do PRB que homologou a candidatura de Celso Russomanno à Prefeitura, Marcos Pereira (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) afirma que São Paulo viveu em 2012 a 'eleição da mentira'

Fausto Macedo

24 de julho de 2016 | 17h25

Marcos Pereira. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Marcos Pereira. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

O ministro Marcos Pereira (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), do governo interino Michel Temer, disse neste domingo, 24, durante a convenção da Coligação ‘São Paulo sabe, a gente resolve’ para homologação da candidatura do deputado Celso Russomanno pelo PRB à Prefeitura paulistana que ‘vai mostrar a forma republicana de governar de políticos vocacionados e não de políticos comprometidos com Lava Jato’.

Ele criticou a administração Fernando Haddad e fez uma ligação do dinheiro investido na campanha do petista em 2012 com a Operação Lava Jato. “Político profissional, minha gente, só olha para a próxima eleição, o político vocacionado olha para as próximas gerações”, disse o ministro. “Celso Russomanno é um político vocacionado, coloca os interesses dos cidadãos paulistanos acima de todos os interesses. Vamos ganhar essa eleição. Sabem por que? Porque em 2012 vivemos a eleição da mentira.”

Russomanno foi candidato naquele ano. Durante alguns meses liderou com folga, como agora, as pesquisas de intenção de voto. Mas despencou na reta final do primeiro turno. O pleito acabou vencido por Haddad, alvo de boa parte do pronunciamento deste domingo do ministro de Temer.

“Vivemos (em 2012) a eleição do tostão contra o milhão. A nossa campanha gastou R$ 6,9 milhões, a campanha do atual prefeito, o Haddad, gastou 67 milhões de reais, onze vezes mais. E muito desse dinheiro que eles gastaram hoje está aí na imprensa, está aí nos autos do processo Lava Jato, fruto de corrupção.”

Marcos Pereira afirmou. “A população de São Paulo tem que entender e discernir se ela quer o político vocacionado para os próximos quatro anos ou se quer os políticos profissionais que usam e abusam da máquina da estrutura governamental para criar um factoide e eleger um poste que depois fica apagado durante quatro anos. Vamos mostrar a forma republicana de governar de políticos vocacionados e não de políticos comprometidos com Lava Jato.”

O ministro disse que, em fevereiro, durante um evento em São Paulo, uma jornalista lhe perguntou o que iria fazer se surgisse na lista da Lava Jato algum nome do seu PRB. “Eu disse a ela: não vai surgir porque conhecemos os nossos parlamentares, nós sabemos que são homens vocacionados, pessoas que vão trabalhar pelo povo, que entram na política para ajudar os seus concidadãos, para servir os concidadãos. O Celso é uma dessas pessoas. Vamos à vitória. Já sabemos fazer eleição, fazer campanha sem dinheiro. Essa eleição muito curta vai nos favorecer.”

Marcos Pereira desafiou os adversários de Russomanno e do PRB. “Podem falar, Celso Russomanno, todas as mentiras a seu respeito que nós vamos falar as verdades a respeito deles. Porque são incompetentes. Quanto mais mentiras eles falarem a nosso respeito, mais verdade nós falaremos a respeito deles, que usurparam o dinheiro do povo e com mentira estão fazendo com que a nossa cidade de São Paulo regrida. Não podemos aceitar isso.”

COM A PALAVRA, A ADMINISTRAÇÃO FERNANDO HADDAD

O governo Fernando Haddad, por meio de sua Secretaria de Comunicação, informou que não vai comentar as declarações do ministro Marcos Pereira.

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