Ministro da Justiça é fiscal da legalidade, diz Cardozo

Ministro da Justiça é fiscal da legalidade, diz Cardozo

José Eduardo Cardozo presta depoimento à CPI da Petrobrás nesta quarta

Redação

15 de julho de 2015 | 16h12

José Eduardo Cardozo presta depoimento à CPI da Petrobrás. Foto: Dida Sampaio/Estadão

José Eduardo Cardozo presta depoimento à CPI da Petrobrás. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Por Julia Affonso e Mateus Coutinho

Primeiro ministro convocado pela CPI da Petrobrás para falar sobre o esquema de corrupção na Petrobrás, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo começou seu depoimento nesta quarta-feira, 15, explicando que não cabe ao ministro determinar quem será investigado pela Polícia Federal. A ida do ministro à CPI ocorre um dia após a PF deflagrar a Operação Politéia, que fez buscas e apreensões nas residências de parlamentares investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de envolvimento com a Operação Lava Jato.

“Quando se fala que o ministro da Justiça não controla as investigações ou que instrumentaliza se tem uma má compreensão. O ministro de Estado da Justiça não pode controlar investigações, não pode instrumentalizar investigações. O ministro de Estado de Justiça é fiscal da sua legalidade, do abuso de autoridade, do desvio de poder”, disse Cardozo, explicando seu papel no Ministério da Justiça, órgão ao qual a Polícia Federal é subordinada.

A Politéia foi duramente criticada por parlamentares. Os agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão envolvendo os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e Ciro Nogueira (PP-PI) e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), além do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA) e o ex-deputado federal João Pizzolatti (PP-SC). As medidas foram requeridas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou na manhã de hoje que a Casa estuda mover um processo contra a operação de busca e apreensão realizada na última terça-feira, 14. O peemedebista disse que deve citar essa possibilidade no encontro que pretende marcar em breve com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

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