Ministro da Cultura diz que Lei Rouanet não pode ser ‘demonizada’

Ministro da Cultura diz que Lei Rouanet não pode ser ‘demonizada’

Em São Paulo, Marcelo Calero concordou, porém, que mecanismo precisa ser aperfeiçoado

Fausto Macedo e Julia Affonso

28 de junho de 2016 | 20h45

Marcelo Calero. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Marcelo Calero. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ministro da Cultura Marcelo Calero disse nesta terça-feira, 27, que não se pode ‘demonizar’ a Lei Rouanet ‘por conta de bandidos que formaram uma quadrilha’.

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Ministério da Transparência deflagraram nesta terça a Operação Boca Livre, que prendeu 14 investigados em regime temporário por suspeita de desvios de R$ 180 milhões de eventos culturais patrocinados com verbas da Cultura desde 2001 – pelo menos 250 contratos estão sob suspeita.

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Em São Paulo, o ministro da Cultura concordou que a Rouanet precisa passar por um processo de aperfeiçoamento. Segundo ele, porém, as 3 mil pessoas físicas e jurídicas ligadas a projetos amparados na lei criada em 1991 ‘não podem ser demonizadas’.

“A gente não pode achar que o mecanismo inteiro não presta, não pode demonizar por conta de bandidos que formaram uma quadrilha e se valeram desse instrumento para finalidades não previstas na lei”, declarou Calero.

Por meio de sua Assessoria de Comunicação, o Ministério da Cultura informou. “As investigações para apuração de utilização fraudulenta da Lei Rouanet têm o apoio integral do Ministério da Cultura (MinC), que se coloca à disposição para contribuir com todas as iniciativas no sentido de assegurar que a legislação seja efetivamente utilizada para o objetivo a que se presta, qual seja, fomentar a produção cultural do País.”

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