Ministro anuncia núcleos de inteligência para monitorar presídios

Ministro anuncia núcleos de inteligência para monitorar presídios

Alexandre de Moraes, da Justiça, chegou no fim da noite em Manaus, onde 56 presos foram massacrados. Segundo o ministro, a questão prisional é 'absoluta prioridade do governo'

Fabio Serapião e Fausto Macedo

03 de janeiro de 2017 | 08h37

O ministro da Justiça Alexandre de Moraes chegou na noite de ontem em Manaus para conversar com as autoridades do estado sobre a situação dos presídios e a disputa entre as facções Família do Norte e PCC – responsável pela morte de 56 detentos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, o Compaj. Além de afirmar que a questão prisional é de “absoluta prioridade” para o governo, Moraes apontou a criação de Núcleos Permanentes de Inteligência nos estados como ferramenta a ser criada para enfrentar o crime organizado.

De acordo com o ministro, esses núcleos terão a participação de agentes de inteligência da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Militar e Civil e agentes prisionais. As estruturas terão como finalidade facilitar a troca de informações e dados entre as instituição que participam as ações de segurança pública para intensificar o cerco contra o crime organizado.

O ministro afirmou também que o governo federal transferiu cerca de R$ 1,2 bilhão para o estados que poderão ser utilizados na construção de 20 mil novas vagas no sistema prisional e na compra de equipamento como scanners – utilizados para evitar a entrada nas cadeias de armas, drogas e aparelhos celulares.

“A questão prisional é absoluta prioridade do nosso governo. Na última quinta feira transferimos 1,2 bilhão para os Estados, para construção de aproximadamente 20 mil novas vagas e colocação de scanners para impedir a entrada de armas e outros instrumentos. Mas o mais importante será a criação dos Núcleos Permanentes de Inteligência em cada Estado, com participação de agentes de inteligência PF, PRF, PM, PC e Agentes prisionais nos 27 Estados da Federação, para troca de informações e dados”, afirmou Moraes.

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