Ministério Público realiza nova etapa de operação contra desvios na compra de respiradores

Ministério Público realiza nova etapa de operação contra desvios na compra de respiradores

Nova fase da Mercadores do Caos cumpre dois mandados de prisão preventiva no Rio e outros nove de busca e apreensão - quatro no Rio e cinco em Brasília

Marcio Dolzan / RIO

17 de junho de 2020 | 08h26

Na foto, detalhe de um respirador Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Os Ministérios Públicos do Rio (MPRJ) e do Distrito Federal (MPDFT) realizam nesta quarta-feira, 17, mais uma etapa da Operação Mercadores do Caos, iniciada em maio e que apura desvios de mais de R$ 18 milhões na compra de respiradores pulmonares para tratamento da covid-19. Um dos presos é Carlos Frederico Verçosa Duboc, superintendente de Orçamento e Finanças da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

A ação desta quarta visa cumprir dois mandados de prisão preventiva no Rio e outros nove de busca e apreensão, sendo quatro no Rio e cinco em Brasília. Os mandados foram expedidos pelo juízo da 1.ª Vara Criminal Especializada da Capital (Rio de Janeiro).

Segundo a investigação, passados mais de dois meses da data prevista para a entrega dos respiradores – comprados emergencialmente e sem licitação – nenhum equipamento foi entregue pelas empresas, nem o dinheiro devolvido aos cofres públicos.

Em outras fases, a Mercadores do Caos já prendeu cinco pessoas, entre elas o ex-subsecretário de Saúde do Rio, Gabriell Neves e o então subsecretário, Gustavo Borges. Além deles, a operação mirou o empresário Aurino Filho, dono da empresa de informática A2A, Maurício Fontoura e Cinthya Silva Neumann, donos da ARC Fontoura. Ambas as empresas ganharam contratos para fornecer respiradores durante a pandemia de coronavírus.

COM A PALAVRA, CARLOS FREDERICO

A reportagem busca contato com o superintendente de Orçamento e Finanças da Secretaria Estadual de Saúde. O espaço está aberto para manifestações.

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