Ministério Público pede 17 ações penais contra 35 envolvidos no mensalão do DEM

Lilian Venturini

09 de abril de 2014 | 23h54

Ex-governador do Distrito Federal acusado de comprar apoio de parlamentares, José Roberto Arruda, está entre os alvos do MP que pediu o ressarcimento de R$ 739,5 milhões

por Mateus Coutinho

Quase quatro anos após ser deflagrada a Operação Caixa de Pandora, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)do Ministério Público do Distrito Federal ajuizou 17 ações penais contra os 35 acusados de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e quadrilha, no escândalo que ficou conhecido como “Mensalão do DEM”.

De acordo com o Ministério Público, o objetivo do Gaeco em dividir a denúncia inicial em diversas ações é agilizar a tramitação dos processos. Em todas as ações há pedidos de ressarcimento aos cofres públicos em valores que somados chegam a R$ 739,5 milhões.

Dentre os alvos das ações estão o ex-governador do DF, José Roberto Arruda e o ex-vice Paulo Octávio. Arruda foi flagrado em escutas da Polícia Federal orientando seu então secretário, Durval Barbosa, sobre a distribuição de propina a parlamentares e integrantes do governo. Barbosa, posteriormente, se tornaria o delator do escândalo que levou à renúncia de Arruda.

Desde que o esquema foi desbaratado o ex-governador e o ex-vice negam participação no escândalo. De acordo com o Ministério Público, o “Mensalão do DEM”, envolvia o pagamento de propina a deputados distritais por parte do então governador do DF e o seu vice em troca de apoio político. O esquema seria abastecido, essencialmente, com valores ilícitos oriundos dos contratos de informática do governo do Distrito Federal.