Ministério Público inaugura seu memorial em São Paulo

Mateus Coutinho

18 Dezembro 2013 | 23h30

Espaço no prédio-sede da instituição exibe acervo com documentos históricos e depoimentos gravados.

por Fausto Macedo

O Ministério Público de São Paulo inaugurou nesta quarta feira, 18, o memorial da instituição (Memorial MPSP), criado para resgatar e preservar sua história.

O Memorial está instalado no térreo do edifício-sede do Ministério Público, no Centro da capital (Rua Riachuelo, 115), ao lado da Biblioteca César Salgado.

“Abre-se hoje para o conhecimento e para consulta parte do acervo que compõe o Memorial do Ministério Público do Estado de São Paulo”, anunciou o procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa. “Neste espaço, alguns documentos históricos, a trajetória política da Instituição e dezenas de depoimentos estarão, a partir de agora, abertos e acessíveis aos que desejarem ou se interessarem pela história do Ministério Público paulista.”

Ex-procuradores-gerais e promotores e procuradores da ativa e aposentados acompanharam a cerimônia de inauguração.

Zuleika Kenworthy, primeira mulher a ingressar na carreira de promotora em São Paulo, também acompanhou a solenidade. Ela foi convidada pelo procurador-geral a descerrar a placa de inauguração do Memorial.

“Sem memória ou conhecimento do passado não se é capaz de conhecer verdadeiramente o presente ou de prognosticar o futuro”, observou Elias Rosa.

Citando Monteiro Lobato, o escritor que foi promotor público em Areias, no início do século passado, e lembrando Cesar Salgado, o ‘Promotor das Américas’, o chefe da instituição disse. “O Ministério Público do Estado de São Paulo inicia a perpetuação de seu passado e a revelação dos alicerces que sustentam a sua grandiosa obra.”

Segundo Elias Rosa, “muito do que o Ministério Público do Estado de São Paulo produz é vertido em páginas processuais, estudos científicos e doutrinários, mas a sua grande obra é, antes e acima de tudo, resultante das pessoas que abraçam a sua causa”.

“O Ministério Público é feito de gente e o Memorial se presta a isso: a reconhecer e conhecer pessoas, as suas histórias e a sua Instituição.

 

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